Seção de atalhos e links de acessibilidade

Seção do menu principal

Página - CNM estuda impacto das medidas econômicas apresentadas pelo governo

CNM estuda impacto das medidas econômicas apresentadas pelo governo

Efeito de Onda

Página CNM estuda impacto das medidas econômicas apresentadas pelo governo

  • 11/11/2019 às 09:26

Fonte: Agência CNM

Crédito: Roberto Stuckert Filho

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) criou um Grupo de Trabalho para estudar as três Propostas de Emenda à Constituição (PECs) entregues pelo governo federal ao Congresso Nacional nesta semana. São elas: a PEC do Pacto Federativo (188/2019); a PEC Emergencial (186/2019); e a PEC da Revisão dos Fundos (187/2019). 

O conjunto das propostas, batizado de “Plano Mais Brasil”, deve começar a tramitar tendo como autores os líderes do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), e no Congresso Nacional, senador Eduardo Gomes (MDB-TO). A Confederação acompanhará todos os processos e, após avaliar os impactos aos Entes locais, a entidade fará as contribuições e os aperfeiçoamentos aos textos.

No momento da entrega das propostas, o ministro da Economia afirmou esperar que, com as medidas relacionadas ao novo pacto federativo, cerca de R$ 400 bilhões sejam repartidos com Estados e Municípios nos próximos 15 anos, para serem investidos em saúde, educação, saneamento e segurança.

Entenda as PECs

A PEC do Pacto Federativo muda a repartição de recursos entre União, Estados e Municípios, em troca de medidas para conferir maior responsabilidade fiscal. Será criado o Conselho Fiscal da República, com representantes dos Poderes da União e dos Entes federados e responsável pela governança das contas públicas no País. A proposta está coordenada com o Projeto de Lei Complementar (PLP) 149/2019, que cria o Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF). O texto também unifica os limites constitucionais obrigatórios para gastos em saúde e educação, de forma que o gestor do Ente federado possa definir prioridades na aplicação dos recursos. Atualmente, essas duas áreas, que consomem boa parte das despesas obrigatórias, são contabilizadas separadamente. 

A PEC do Pacto Federativo prevê ainda a fusão de Municípios com menos de cinco mil habitantes e arrecadação própria menor do que 10% da receita total, sendo esse incorporado por uma cidade vizinha. Em relação a esse texto da PEC, a CNM emitiu nota para esclarecer que há grande equívoco e falta de conhecimento em relação ao proposto. Pela regra, dos 1.252 Municípios, 1.217 (97%), não atingiriam o limite de 10% dos impostos sobre suas receitas totais. Ao aplicar esse conceito sobre a receita corrente dos 5.568 Municípios brasileiros em 2018, 4.585 (82%) ficaram abaixo deste limite, sendo um deles a capital Boa Vista/RR, que possui quase 400 mil habitantes, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A nota vem tendo ampla repercussão na imprensa.

A PEC Emergencial estabelece gatilhos permanentes para redução de despesas obrigatórias, como os salários de servidores públicos, quando houver dificuldade nas contas públicas. Se estivesse hoje em vigor, representaria redução de R$ 12,75 bilhões nas despesas obrigatórias da União. Já a PEC dos Fundos Públicos prevê a revisão da maioria deles – os 33 constitucionais ficarão de fora. A ideia é extinguir vários desses fundos, a fim de liberar R$ 220 bilhões e reduzir a dívida pública federal. Segundo a equipe econômica, 248 fundos serão revisados, dos quais muitos já inativos. Atualmente não é possível utilizar recursos desses fundos, muitos com vinculação específica, como o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). 

CNM
Medidas econômicas
municipalismo
active
Plugin