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Página - CNM esclarece importância do Conselho de Gestão Fiscal após aprovação na CCJC

CNM esclarece importância do Conselho de Gestão Fiscal após aprovação na CCJC

Efeito de Onda

Página CNM esclarece importância do Conselho de Gestão Fiscal após aprovação na CCJC

  • 03/12/2018 às 09:04

Fonte: Agência CNM

Crédito: Freepik

O avanço do Projeto de Lei (PL) 3.744/2000 – que cria o Conselho de Gestão Fiscal – na Câmara dos Deputados é uma grande vitória para a administração local, ressalta a Confederação Nacional de Municípios (CNM). A matéria atende aos anseios pela centralização do poder normativo em matéria fiscal e pela edição de normas harmônicas para toda a federação.

A criação do CGF é uma pauta antiga, de mais de 17 anos, exigida pela própria Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e sobre a qual havia consenso entre todos os agentes envolvidos no tema. Além dos Municípios, aguardam sua construção e efetivação desde a edição da LRF, em 2000, academia, Governo Federal, Estados, Tribunais, Tesouro Nacional, Poder Legislativo e Judiciário, contribuintes e cidadãos em geral.

Modelo
A composição do conselho, também definida no PL, valoriza a construção de propostas multifacetadas ao garantir a participação de todas as esferas de governo, órgãos de controle e a representação dos Municípios, onde de fato acontecem as políticas públicas. A CNM e a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) deverão indicar os membros representantes dos Entes locais.

Segundo o projeto, que resultou de construção conjunta, a principal característica do CGF é a inclusão de técnicos de elevado conhecimento em orçamento, finanças e contabilidade para propor oportunidades de melhoria da gestão pública brasileira, tomando por base estudos, análises e diagnósticos de todas as esferas de governo. Com sede em Brasília, ele será formado por 14 membros titulares (e igual número de suplentes) com mandato de dois anos. A designação dos nomes será feita pelo presidente da República, após indicação dos órgãos de origem.

O Conselho terá também o importante papel de eliminar divergências contábeis, prevendo, prevenindo e gerindo as crises financeiras na economia nacional, sem esquecer as particularidades do ambiente operacional dos governos estaduais e locais e as necessidades daqueles que usam relatórios financeiros governamentais.

Expectativas
A CNM esclarece que se trata de um marco para as finanças públicas, de alcance significativo, em um momento de retração do mercado internacional, insegurança política e crise fiscal no país, especialmente nos Municípios. A matéria foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara por maioria simples e parecer favorável do deputado Hildo Rocha (MDB-CE), e segue para o plenário do Senado, se não houver recurso para que ocorra apreciação também pelos deputados em sessão plenária.

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