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Página - CNM alerta que manutenção do SUS deve se agravar em 2018

CNM alerta que manutenção do SUS deve se agravar em 2018

Efeito de Onda

Página CNM alerta que manutenção do SUS deve se agravar em 2018

  • 20/03/2017 às 09:13

Fonte: Agência CNM

Crédito: Freepik

A partir de 2018, os gastos federais na saúde passarão a ser corrigidos apenas pela inflação. A medida está prevista na Emenda Constitucional 95, aprovada em 2016. Para a Confederação Nacional de Municípios (CNM), a sustentação do Sistema Único de Saúde (SUS) deve se tornar ainda mais difícil, agravando a situação enfrentada pelos Municípios.

A entidade alerta que o subfinanciamento de programas federais é uma realidade vivenciada pelas administrações locais atualmente. E, na contramão do que vem sendo reivindicado pelos Entes federativos, a Proposta de Emenda à Constituição 241, que cria um teto para os gastos públicos, tornará ainda mais difícil o cenário. Isso porque, ao invés de aumentar o orçamento, seguindo a ordem de crescimento e evolução na saúde, há a diminuição ou até mesmo a retirada dos direitos dos usuários.

A Confederação aponta que a lógica deveria ser de proporcionalidade quanto ao aumento de recursos investidos na saúde, tendo em vista que os gastos com saúde crescem acima da inflação. No entanto, o que ocorre é uma contradição. Qualquer aumento da população, mudanças demográficas ou até mesmo o envelhecimento das pessoas demandaria o incremento de mais recursos para a saúde, mas a Emenda paralisa esse investimento e compromete a sustentação do SUS.

Dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) apontam que o crescimento de investimentos na saúde desde 2010 ocorre de maneira lenta. Assim, é impossível manter o mesmo grau de acesso e qualidade dos bens e serviços à população brasileira, uma vez que o aumento dos recursos não acompanha e necessidade de mais investimentos na pasta. Em 2010, o valor pago foi R$ 60,9 milhões, subindo para R$ 106,7 milhões em 2016.

Além disso, apesar da obrigatoriedade de aplicação de um percentual mínimo de 12% das receitas estaduais e 15% das receitas municipais para a saúde –, houve aumentou na participação desses Entes. Em 2003, os Municípios gastavam 25,4% com saúde. Em 2015, esse número chegava a 31%. Por outro lado, a União, que em 2003 representava 50,1% do gasto total com saúde, reduziu essa participação para 43% em 2015, pois não houve esforço de aplicar recursos para além do mínimo obrigatório, conforme gráfico abaixo.

No que se refere aos blocos de financiamento na saúde, percebe-se pequenas evoluções no crescimento e retrações nas estratégias da saúde.

  • O bloco de Assistência Farmacêutica mostra uma queda de R$ 47 milhões de 2014 para 2015, com recuperação em 2016.      
  • Atenção Básica, principal política sob responsabilidade dos Municípios, se mostra em expansão até 2016, quando teve queda de R$ 30 milhões.      
  • O bloco de ações para Gestão do SUS foi o maior prejudicado, com uma queda em quatro anos de 17%, volume expressivo de recursos em 2013.                              
  • O bloco Investimento em 2016 volta aos patamares de recursos repassados em 2014. Em 2014 e 2015, há um aumento de recursos.
  • No bloco de investimento, ocorreu crescimento dos recursos para construção de UPAS, Ambulatórios sem o devido repasse de financiamento de custeio, no bloco de Média e Alta.                                                        
  • O bloco de Média e Alta Complexidade mostra aumento de volumes entre os anos de 2013 a 2015, com uma queda de mais de R$ 3 bilhões em 2016.                
  • Vigilância em Saúde, que compreende, entre outras, ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti, mostra diminuição de valores entre 2013 e 2015, provavelmente devido aos casos de transmissão de febre chikungunya e da dengue.
  • Em relação à febre amarela e a demais doenças houve um aumento de repasses no ano de 2016.

 

 

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