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Página - Cessão onerosa pode ser votada no plenário do Senado nesta terça

Cessão onerosa pode ser votada no plenário do Senado nesta terça

Efeito de Onda

Página Cessão onerosa pode ser votada no plenário do Senado nesta terça

  • 15/10/2019 às 08:34

Fonte: Agência CNM

Crédito: Agência Senado

Mais uma semana de luta para o movimento municipalista. Após aprovação do Projeto de Lei (PL) 5.478/2019 – que trata da divisão dos recursos do bônus de assinatura da cessão onerosa do pré-sal entre os Municípios e os Estados – na Câmara dos Deputados em 9 de outubro, os gestores devem buscar acordo entre os senadores para aprovação do texto atual.

Sob relatoria do senador Omar Aziz (PSD-AM), a proposta está na pauta da sessão plenária desta terça-feira, 15 de outubro, como item 3. “Quero convocar os prefeitos que puderem estar em Brasília, por favor, compareçam [no Congresso]. E os que não puderem vir, entrem em contato com seus senadores ainda hoje [segunda-feira] para que votem o texto da mesma forma que ele veio da Câmara dos Deputados”, reforçou o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Glademir Aroldi.

Além da mensagem de áudio encaminhada para os prefeitos dos 5.568 Municípios brasileiros, a CNM e as 27 entidades municipalistas estaduais enviaram aos parlamentares um manifesto com posicionamento. O documento lembra que a redação ficou próxima a que o Senado havia aprovado, por unanimidade, na votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 98/2019.

Pagamento de dívidas
A Confederação ressalta a importância de possibilitar ao gestor municipal utilizar ou não esses recursos para abater dívidas previdenciárias. Como quase todos os Municípios optaram pelo reparcelamento, os débitos estão sendo pagos mensalmente. Obrigar a quitação, bem como a reserva para pagamento das contribuições previstas para o próximo ano, iria inviabilizar a realização de qualquer investimento municipal.

Outro ponto para o qual a entidade chama atenção é a imposição de pagamento de precatórios alimentícios – que estava em discussão entre os deputados na versão preliminar do texto. Vale lembrar que os Tribunais de Justiça de cada Estado já fazem um plano de pagamento com o Município. Portanto, se tratando de previdência e de precatórios, o recebimento por parte dos credores é certo e, caso o Município não honre o compromisso, os valores são retidos automaticamente na conta do FPM.

Histórico
A divisão desses recursos entre todos os entes municipais de maneira equilibrada e pelo critério do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) é uma reivindicação do movimento municipalista, que conseguiu apoio do governo federal durante reuniões que antecederam a XXII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, realizada em abril deste ano.

O projeto é um dos primeiros a serem aprovados da lista de propostas do Executivo e do Legislativo federal para o pacto federativo, que deve descentralizar receitas e permitir aos entes assumir suas responsabilidades e realizar investimentos. Finalizar obras paralisadas/inacabadas, recuperar a atividade econômica e gerar emprego são as principais demandas das prefeituras e secretarias, que contam com esse recurso extraordinário para encerrar o mandato.

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