Página - CCJ aprova permissão para municípios parcelarem débitos previdenciários em 20 anos
CCJ aprova permissão para municípios parcelarem débitos previdenciários em 20 anos
Efeito de Onda
Página CCJ aprova permissão para municípios parcelarem débitos previdenciários em 20 anos
Crédito: Agência Câmara de Notícias
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade de proposta de emenda à Constituição que permite o parcelamento excepcional, em 2021, dos débitos previdenciários acumulados por municípios até 31 de dezembro de 2020 (PEC 15/21). O texto prevê o parcelamento em até 240 prestações mensais (20 anos), com descontos de 60% em multas e encargos, de 80% em juros e de 50% em honorários advocatícios.
O relator, deputado Hiran Gonçalves (PP-RR), recomendou a aprovação da proposta, que agora será analisada quanto ao mérito por uma comissão especial a ser constituída.
“Essa PEC é fundamental para dar sustentabilidade às gestões municipais, principalmente aos municípios de até 50 mil habitantes, que sofrem muito com a inadimplência nas suas dívidas previdenciárias”, afirmou o relator.
Regras
Conforme a PEC, poderão ser parcelados débitos com o Regime Geral de Previdência (RGPS) e com os respectivos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) em fase de execução fiscal e aqueles que já tenham sido parcelados. No caso do RPPS, a adesão depende da comprovação de que a prefeitura reformou as regras locais para adequá-las às praticadas pelo governo federal, incluindo idade mínima. A soma total dos débitos será atualizada pela Taxa de Longo Prazo (TLP).
O valor de cada parcela, segundo a PEC, não poderá ultrapassar 2% da média mensal da Receita Corrente Líquida (RCL) do ano anterior ao do pagamento. Valores residuais poderão ser pagos à vista ao final do parcelamento ou incorporados a futuros parcelamentos, mantendo os descontos previstos.
Queda na arrecadação
Segundo o autor da PEC, deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), a medida vai fortalecer os municípios. “Isso vai dar um fôlego fiscal, para que possam investir mais em infraestrutura e programas sociais.”
O deputado Gilson Marques (Novo-SC), por outro lado, votou contrariamente à matéria. “A postergação de dívidas municipais gera uma insegurança, dá abertura ao débito fiscal. Não é uma responsabilidade que nós queremos para os gestores”, criticou.
Tramitação
Depois de ser analisada na comissão especial (ainda a ser criada), a PEC será votada em dois turnos pelo Plenário da Câmara.
Saiba mais sobre a tramitação de propostas de emenda à Constituição
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Notícias para Você
Notícias para Você
03 de Junho de 2026 Destaques AMM
Municípios têm poucos dias para aderir a programas educacionais do MEC
A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) alerta os gestores municipais para dois prazos importantes estabelecidos pelo Ministério da Educação (MEC): até 8 de junho para adesão à Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (Pneei) e até 10 de junho para adesão ao Programa Dinheir…