Página - CCJ aprova admissibilidade de proposta que reduz contribuições dos municípios à metade
CCJ aprova admissibilidade de proposta que reduz contribuições dos municípios à metade
Efeito de Onda
Página CCJ aprova admissibilidade de proposta que reduz contribuições dos municípios à metade
Crédito: Rodolfo Stuckert
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 14/22, que reduz pela metade contribuições que financiam a seguridade social.
De acordo com o texto, as contribuições sociais que devem ser pagas pelo empregador, a empresa ou a entidade a ela equiparada na forma da lei – que incidem sobre a folha de salários, a receita ou faturamento e o lucro – deverão ser cortadas pela metade quando se tratar de municípios.
A votação na CCJ foi acompanhada por prefeitos que reivindicavam a aprovação do texto. Porém, a proposta não obteve unanimidade entre os parlamentares.
Para o deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), a PEC é importante, mas inoportuna. “Nós acabamos de ter o resultado de uma eleição presidencial, há uma comissão de transição instalada, levantando e fazendo diagnóstico dos principais desafios do Brasil, e esse é um ponto que seguramente está sendo tratado pela comissão de transição. Além disso, nós entendemos que esse assunto deve ser debatido dentro de uma ampla reforma tributária”, defendeu o parlamentar.
O autor da proposta, deputado Cacá Leão (PP-BA), por outro lado, afirmou que seu texto busca fazer justiça. “O que acontece hoje é que essa alíquota de 22,5% é impagável. Os municípios brasileiros não conseguem cumprir com as suas obrigações e isso faz com que essa responsabilidade acabe sendo jogada para frente, parcelamentos são feitos para outras gestões”, afirmou. O deputado disse, ainda, que é preciso ouvir o novo governo, mas que confia na municipalidade da gestão que se iniciará em primeiro de janeiro.
A deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) acredita que os servidores serão prejudicados. “Os servidores públicos que vão ser penalizados nos municípios se faltarem recursos no Regime Próprio de Previdência Social na hora da aposentadoria, e isso já tem acontecido nos municípios brasileiros. E as dívidas, feitas porque lá atrás, há mais de 30 anos, as prefeituras não pagavam a sua parte no INSS, são proteladas por vários anos e quem tem pagado a conta é o servidor”, criticou.
Relator da PEC, o deputado Rodrigo de Castro (União-MG) defendeu que o texto busca ajudar as cidades brasileiras a investir em outras áreas. “Nós assistimos hoje a um verdadeiro estrangulamento dos municípios, cada vez mais atribuições, mais gastos, e menos condições de fazê-los. Vai facilitar muito para que os municípios possam cumprir as suas obrigações de educação, saúde, infraestrutura, enfim, para que eles possam administrar melhor as suas obrigações”, argumentou.
A proposta ainda depende de análise por uma comissão especial e, depois, pelo Plenário, em dois turnos de votação.
Notícias para Você
Notícias para Você
26 de Maio de 2026 Destaques AMM
Municípios voltarão a ter acesso a recursos federais após decisão do Congresso Nacional
Municípios com até 65 mil habitantes que tenham pendências fiscais poderão voltar a celebrar convênios com o governo federal e acessar recursos de programas e emendas parlamentares. A decisão foi possível após o Senado Federal derrubar, durante sessão conjunta do Congresso Nacional, o veto à…
26 de Maio de 2026 Destaques AMM
MDS receberá propostas para sistemas alimentares urbanos até 31 de maio
Os municípios têm até 31 de maio para enviar propostas ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) voltadas à promoção de sistemas alimentares circulares urbanos. O edital foi lançado pela Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Ses…