Seção de atalhos e links de acessibilidade

Seção do menu principal

Página - Câmara aprova novo prazo para regularização de ativos no exterior

Câmara aprova novo prazo para regularização de ativos no exterior

Efeito de Onda

Página Câmara aprova novo prazo para regularização de ativos no exterior

  • 17/02/2017 às 09:01

Fonte: Agência Câmara Notícias

Crédito: Freepik

Foi aprovada pelo Plenário da Câmara a proposta que permite uma nova rodada de regularização de patrimônio mantido ilegalmente por brasileiros no exterior. O texto permite a anistia de crimes, como lavagem de dinheiro e evasão de divisas e impõe o pagamento de imposto de renda e multa. Acompanhe a reportagem.

O projeto, que ficou conhecido como nova Repatriação de Recursos, foi colocado em votação a pedido de governadores e prefeitos, que podem receber cerca de 8 bilhões de reais com a medida. No total, o governo espera arrecadar 30 bilhões de reais com imposto de renda e multa. O deputado Henrique Fontana (PT-RS) era contra a iniciativa.

Henrique Fontana: "Esse dinheiro é fruto de sonegação fiscal, que é crime, e é fruto de evasão de divisas. Esse dinheiro ficou, às vezes, uma década, 15, 20 anos lá fora. Não gerou nenhum tributo dentro do Brasil, e agora, aqueles que não aproveitaram o primeiro momento que foi aberto, querem mais uma vez abrir para trazer esse dinheiro, pagando apenas 35%. isso é um escárnio perante o brasileiro que pagam seus impostos de forma correta".

Mas o relator da proposta, deputado Alexandre Baldy, líder do PTN, disse que o texto não permite a participação de criminosos.

Alexandre Baldy: "Permite a regularização de ativos de recursos lícitos. Se há a possibilidade de qualquer membro, cidadão ou contribuinte de aderir ao programa e ali demonstrar a licitude de seus recursos, eu creio que a Receita Federal poderá questionar essa licitude, ou ilicitude, para que o Ministério Público e o Judiciário tomem as medidas cabíveis com aqueles que aderirem".

O ponto mais polêmico do texto era o que permitia incluir nessa regularização parentes de políticos, o que a lei atual proíbe. Vários parlamentares criticaram a iniciativa, dizendo que abria brecha para legalizar dinheiro obtido por meio de corrupção. Entre eles, o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ).

Alessandro Molon: "Agora, se quer aprovar um novo projeto de repatriação. No fundo, sejamos sinceros, para resolver um problema: o problema dos parentes de políticos que têm dinheiro no exterior não declarado e que precisa declarar. E é uma vergonha que esta Casa se preste a esse papel, porque essa é uma atitude que será repudiada pela população brasileira".

O deputado Alberto Fraga (DEM-DF) defendeu a inclusão de parentes.

Alberto Fraga: "Nós estamos dizendo no texto que será votado que o marginal, contrabandista, traficante pode repatriar dinheiro, mas o parente do político não pode. Gente, isso é de uma estupidez, isso não é razoável. Quer dizer, estamos colocando o político como pior que o próprio bandido".

Essa parte acabou sendo retirada do texto, mantendo a proibição atual de parentes de até segundo grau de políticos de participarem da repatriação de recursos. O que ficou no projeto é a reabertura da regularização por 4 meses, contados a partir da publicação das regras pela Receita Federal. Para legalizar o dinheiro, a pessoa terá que pagar 35% do valor em multa e imposto de renda. Será permitido regularizar patrimônio existente até 30 de junho de 2016 - a regra atual só autorizava os valores registrados até dezembro de 2014. O projeto agora vai voltar para o Senado, que terá a palavra final sobre o texto que será enviado para sanção presidencial. 
 

Câmara dos Deputados
repatriação
recursos
active
Plugin