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Página - Audiência Pública revela situação crítica do Saneamento Básico

Audiência Pública revela situação crítica do Saneamento Básico

Efeito de Onda

Página Audiência Pública revela situação crítica do Saneamento Básico

  • 15/03/2016 às 15:47

Fonte: Assessoria PMS

Crédito: Thiago Cesar

O professor Paulo Modesto, um dos coordenadores do PMSB 106, fez um alerta sobre a situação do saneamento básico em Cuiabá. Ele foi um dos palestrantes na Audiência Pública que discutiu a temática da Campanha da Fraternidade, na Câmara Municipal, nesta segunda feira (14). Modesto, professor do curso de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFMT defendeu que  “os problemas de saneamento são mais ampliados do que se pode notar. Há que ter todo um cuidado com a saúde a partir dos elementos que compõem o saneamento: água, rede de esgoto, coleta de resíduos e a drenagem das águas”.

Ele também explanou sobre o trabalho que vem sendo feito com 106 municípios de Mato Grosso em parceria com a Funasa, UFMT, AMM e governo estadual. . “A solução virá dos municípios, nós trataremos mais da questão técnica”, explicou ao falar do PMSB que envolve equipes de engenheiros, técnicos em computação, arquitetura, economia e ciências sociais para, junto com os municípios elaborar o documento base para solucionar o problema do saneamento em municípios de Mato Grosso com menos de 50 mil habitantes.

Sua fala fez coro ao pensamento do Vigário Geral da Arquidiocese de Cuiabá,.Deusdedit Monge de Almeida, para quem a temática é uma questão de vida ou morte. “Trouxemos esse tema aqui para ampliar esse debate. É um assunto gritante e angustiante para toda a sociedade cuiabana, uma questão de vida ou morte para o povo, para a natureza e nossos rios. Estamos aqui, pois é necessário que o povo tenha saúde e dignidade. Nós da igreja sempre falamos que a água é um bem de todos, quem tem que gerir a distribuição de água é o município, o poder público”, defendeu o padre

 “Precisamos despertar o interesse sobre estas questões do saneamento, ele é um conjunto de estrutura e instalações, que garantem o abastecimento de água e coleta de resíduos, do lixo que produzimos, a limpeza urbana e o manejo das águas pluviais, sendo o município responsável por isso, garantindo vida à população”, afirmou outro palestrante o Pastor Luterano, Teobaldo Witter, da Comissão Nacional da Campanha da Fraternidade. De acordo com o Sistema Único de Saúde (SUS) e a Organização Mundial de Saúde (OMS), 70% dos problemas de saúde estão ligados diretamente à falta de saneamento

“Todos os dias temos problemas com a qualidade da água que é distribuída em Cuiabá, a água de má qualidade é um problema também que afeta toda a condição de saúde. Nós não temos tratamento de esgoto e isso está muito além dos números que se fala”, disse Paulo Modesto. Ele lembrou que em Cuiabá há áreas alagadas por falta de drenagem, uma grande produção de resíduos sem a universalização da coleta. “Vivemos um retrocesso, já tivemos um aterro sanitário e hoje temos um lixão, o quadro é muito ruim”.

 “Se os governos tivessem políticas asseguradas, desobrigaria a saúde a atender casos elementares de doenças. No Brasil preferem trabalhar com correção, ao invés de prevenção”, reclamou o coordenador arquidiocesano da Campanha da Fraternidade, Luis Lopes. Ele também questionou a inexistência de um diagnóstico real do saneamento em Cuiabá, e a falta de uma política pública do município para atender a toda cidade.

Estas questões tem uma relação direta com o sofrimento da população das áreas mais periféricas, segundo Euripia de Faria Silva, representante da Pastoral da Criança. “O governo passa o asfalto, mas não passa a rede de esgoto”, reclamou a voluntária, lembrando a falta de vontade política de executar as redes de esgoto.

O debate sobre o tema prossegue nesta terça-feira (15) com outra Audiência Pública na Assembléia Legislativa, a partir das 14 horas.

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