Página - Áreas improdutivas e irregulares são as que mais registram focos de incêndio
Áreas improdutivas e irregulares são as que mais registram focos de incêndio
Efeito de Onda
Página Áreas improdutivas e irregulares são as que mais registram focos de incêndio
Crédito: Michel Alvim/Secom - MT
A Frente Parlamentar da Agropecuária recebeu o comandante-geral do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, coronel Flávio Gledson Vieira, para apresentação de um balanço sobre o enfrentamento aos incêndios realizado no período de estiagem no estado. De acordo com o diagnóstico apresentado, foram registrados, até outubro deste ano, 40.315 mil focos de calor, uma média de 4,46 focos para cada 100 quilômetros quadrados (km²). As áreas consideradas produtivas e regularizadas registraram 0,99 foco por 100 km², as áreas improdutivas ou irregulares registraram 10,6 focos para cada 100 km². Nas áreas de assentamento rural, o índice foi de 7,47, nas Unidades de Conservação de 6,68 e na Terras Indígenas de 6,16 para cada 100 km².
De acordo com coronel Gledson, o levantamento aponta que nas áreas onde há atividade regular, o risco de incêndio é menor e a resposta no combate mais rápido. “Os números mostram que, diferentemente do que muitas vezes é publicado, os produtores são aliados na prevenção e no combate aos incêndios florestais. Eles atuam tanto na prevenção, quanto no combate, com seus maquinários, com recursos humanos”.
O deputado Carlos Avallone (PSDB), que preside a Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais da Assembleia Legislativa, destacou a atuação do Parlamento, ao longo de todo o ano, na fiscalização dos trabalhos para prevenir e conter os incêndios no estado. “É preciso evitar que o foco comece, porque depois o trabalho é para mitigar os impactos. Por isso é tão importante o trabalho de prevenção, junto com todo o setor produtivo. A Assembleia acompanhou desde o começo do ano o treinamento das brigadas, o empenho de recursos para aquisição de equipamentos e todos os esforços do governo”.
De acordo com o coordenador da FPA, deputado Dilmar Dal Bosco, o governo estadual desempenhou um papel fundamental para evitar que os prejuízos fossem ainda maiores. “Hoje vemos que o setor do agro está atento para prevenir o fogo. É como eu disse ao governador recentemente, que nenhum produtor coloca fogo em sua propriedade. E junto com o Corpo dos Bombeiros vamos dar início ao planejamento para os próximos anos”.
O diretor de relações institucionais da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Ronaldo Vinha, propôs ao deputado Dilmar Dal Bosco a criação de uma legislação que vincula a concessão de multas por incêndios a um relatório técnico dos Bombeiros. “Hoje, se uma propriedade pega fogo, a multa é lançada imediatamente em nome do proprietário. O que queremos é o direito de anexar ao processo um laudo dos Bombeiros que informe a causa do incêndio, a origem, para não sermos responsabilizados por crimes que não cometemos”.
Incentivos Fiscais – Durante a reunião, o setor produtivo e os deputados apontaram preocupação com a possibilidade do Tribunal de Contas do Estado (TCE) realizar uma auditoria nos incentivos fiscais concedidos pelo governo estadual. De acordo com o deputado Carlos Avallone, a fiscalização é prerrogativa do TCE, mas é preciso cautela no modo como isso é anunciado, para que não gere insegurança.
“Sabemos que Mato Grosso é um estado que precisa dos incentivos para atrair investimentos. Questões como logística, baixa densidade populacional, inviabilizam a instalação de indústrias sem que haja uma contrapartida do estado. Já está comprovado que os incentivos aumentam a arrecadação do estado”, afirma Avallone.
O deputado Dilmar Dal Bosco deu exemplo do setor de etanol, que aumentou consideravelmente a arrecadação depois da concessão de benefícios fiscais para atrair as indústrias de etanol de milho. “Antes da política, o estado arrecadava cerca de R$ 300 milhões e agora já passa dos R$ 2 bilhões em tributos. Isso só foi possível com a atração de indústrias para produzir aqui”.
O presidente do Fórum Agro MT, Itamar Canossa, destacou que os incentivos têm como objetivo compensar o alto custo produtivo do estado. “Temos que considerar que sem essa compensação, muitos produtores teriam sua produção inviabilizada. O custo para escoar a produção, o custo com energia, por exemplo, é muito alto e pode comprometer a renda. Sem falar nas indústrias que precisam dessa política sair dos grandes centros consumidores e vir para cá”.
Comunicação Social AMM
Responsável técnico: Hernandes Cruz / Jornalista MTB nº 2451/MT / Relações Públicas - Conrerp 6ª região nº 1782
Telefone: (65) 2123-1200 / (65) 65 9651-3855
E-mail: imprensa.amm.mt@gmail.com
Redes Sociais: instagram: amm.mt / Facebook: amm.matogrosso
Endereço: Av. Historiador Rubens de Mendonça, 3920 Cuiabá - Mato Grosso - CEP 78049-938
Notícias para Você
Notícias para Você
25 de Setembro de 2026 Destaques AMM
AMM realiza oficina prática sobre incidências tributárias na folha de pagamento do eSocial
Servidores das áreas de Recursos Humanos (RH) e Departamento Pessoal de 54 municípios de Mato Grosso participam nesta sexta-feira (25) de uma oficina prática sobre as tabelas de incidências tributárias na folha de pagamento exigidas pelo Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais…
23 de Setembro de 2026 Destaques AMM
AMM conclui votação complementar da eleição com participação de mais de 111 prefeitos
Foi realizada nesta quarta-feira (23), na sede da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), em Cuiabá, a votação complementar da eleição para a Diretoria Executiva e o Conselho Fiscal da entidade, referente ao mandato de 2027 a 2029. A sessão ocorreu das 14h15 às 17h e reuniu prefeitos…