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Página - AMM participa de grupo do TCE para revisão das multas aplicadas aos gestores públicos

AMM participa de grupo do TCE para revisão das multas aplicadas aos gestores públicos

Efeito de Onda

Página AMM participa de grupo do TCE para revisão das multas aplicadas aos gestores públicos

  • 06/04/2016 às 13:28

Fonte: Agência de Notícias da AMM, com informações da Assessoria do TCE

Crédito: Vicente de Souza

A Associação Mato-grossense dos Municípios está realizando um levantamento dos acórdãos do Tribunal de Contas do Estado com as prefeituras, onde foram impostas multas aos prefeitos e ex-prefeitos. Os dados serão discutidos no grupo criado por determinação do presidente do TCE, conselheiro Antônio Joaquim, para estudar o tema. O objetivo é encontrar uma solução para as penalidades, que em alguns casos são exorbitantes.

Para o presidente da AMM, Neurilan Fraga, a decisão mostra que o Tribunal de Contas está ciente das dificuldades que os gestores têm encontrado neste momento de crise financeira. “O TCE tem sido um grande parceiro das prefeituras, adotando uma postura orientativa e contribuindo para a implementação das políticas públicas nos municípios”, destacou.

A coordenadora de Relações Institucionais da Associação, Lieda Rezende Brito, explicou que a instituição faz parte do grupo de estudos e, por isso, está verificando a quantidade de multas aplicadas aos gestores, que tipo de multas são, os casos de reincidência e o montante de sanções somados nos processos de tomada de contas, representação interna e decisões referente às contas de gestão. “Dentre de 20 dias deve ser apresentada uma proposta aos conselheiros, com possibilidades de abatimentos ou isenção das taxas conforme o tipo de punição aplicada”, afirmou.

Conforme explica a coordenadora, as multas aplicadas estão previstas no regimento interno do Tribunal na resolução 14/2007 e resolução normativa 17/2010, que quantifica em Unidade Padrão Fiscal cada punição. Em alguns casos, como nos atrasos de envio de informações para o Sistema Aplic, as multas são diárias. “Muitas vezes os atrasos ocorrem por problemas técnicos, como falta de internet e fechamento de balanço, e não por má fé do gestor e da prefeitura, mas as multas são altas”, argumentou.

O sobrestamento de todos os processos que envolvem aplicação de multas a gestores e ex-gestores públicos e a criação do grupo foram anunciados pelo presidente do TCE nesta terça-feira (05), durante sessão do pleno. Na ocasião, Antônio Joaquim criticou o valor de algumas multas. "Em levantamento preliminar, vimos que diversos gestores, entre prefeitos e ex-prefeitos, têm débitos de R$ 200 mil a R$ 1 milhão em multas, sendo a maioria por atraso no envio de informes ao Tribunal. É evidente que, como pessoas físicas, não possuem patrimônio para quitar esses débitos, que em alguns casos, chegam a ser exorbitantes", ponderou.

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