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Página - AMM orienta os gestores sobre medidas de contenção ao avanço do novo coronavírus

AMM orienta os gestores sobre medidas de contenção ao avanço do novo coronavírus

Efeito de Onda

Página AMM orienta os gestores sobre medidas de contenção ao avanço do novo coronavírus

Coronavirus

  • 15/05/2020 às 11:18

Fonte: AMM

Autor: Agência de Notícias da AMM

Crédito: Divulgação

Quase 30% dos municípios do Brasil que têm até 10 mil habitantes e mais de 50% dos que possuem população de 10 a 30 mil habitantes registram casos confirmados do novo coronavírus. Em Mato Grosso, mais de 30% dos municípios tem casos confirmados da Covid-19.  Considerando essas estatísticas e outros dados que apontam a forte tendência de interiorização da pandemia, a Associação Mato-grossense dos Municípios, elaborou uma nota técnica com orientações sobre medidas a serem adotadas pelas prefeituras para conter o avanço do vírus no estado.

Entre as medidas, estão: manter a suspensão de eventos, fechar os parques, praias, espaços públicos que proporcionem aglomerações, reduzir os horários de trabalhos e o fluxo urbano, manter os ambientes bem ventilados, atenção e cuidado no controle de visitas em hospitais, asilos, presídios e casas de passagens, além de intensificar a fiscalização e a obrigatoriedade do uso de máscaras nos estabelecimentos públicos e privados.

Outra recomendação é quanto a suspensão das aulas até que a Comissão Especial, instalada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso, com base em estudos técnicos e científicos, defina com segurança a data de retorno das atividades escolares, bem como medidas sanitárias que devem ser tomadas. A comissão que foi criada a pedido da AMM, formada também por representantes do Ministério Público, Tribunal de Contas, Secretaria de Educação, Secretaria de  Saúde, Sintep, União dos Conselhos Municipais de Educação, Undime, Defensoria Pública e a Assembléia Legislativa, se reúne semanalmente para analisar a evolução da pandemia, até mesmo para definir a retomada das aulas nas redes estadual e municipal e privada.  

O presidente da AMM, Neurilan Fraga, ressaltou que o avanço do contágio do vírus coloca não só o estado, mas os municípios em uma situação extremamente crítica, uma vez que boa parte das prefeituras não possuem capacidade de atendimento, principalmente casos graves da doença, que demandam UTIs e equipamentos mecânicos de ventilação. “A oferta de leitos hospitalares e aparelhos de ventilação mecânica não é suficiente, principalmente na maioria na maioria dos municípios do interior. E o Sistema Único de Saúde tem atuado próximo de sua capacidade de atendimento”, alertou. 

 A Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde indicam a relação de um a três leitos de Unidade de Terapia Intensiva a cada 10 mil habitantes. Em Mato Grosso a relação é 2,16 UTIs para cada 10 mil habitantes. O presidente da AMM alerta que assim como os leitos, a distribuição geográfica apresenta variações expressivas por regiões. Ele explica que a realidade de uma cidade no extremo Norte ou no Araguaia é diferente de Cuiabá com a medida de 4,16 leitos a cada 10 mil habitantes. Ele demonstra que a situação é preocupante diante da propagação rápida da pandemia, para socorrer a população de regiões mais distantes e com menor estrutura, o que exige maior atenção para a notificação e a intervenção dos casos.

O primeiro caso da Covid-19 Em Mato Grosso foi em março. Atualmente já são mais de 600 casos confirmados em 49 municípios, de acordo com levantamento da Secretaria Estadual Saúde. Mato Grosso é um estado que faz divisa com o Pará, Rondônia, Amazônia, Mato do Sul, Tocantins, Goiás e com o País vizinho, a Bolívia. “Para conter o avanço da pandemia, se continuar a média de casos confirmados, o número de óbitos, a ocupação de leitos, orientamos os prefeitos a adotarem medidas mais restritivas, como a instalação de barreiras sanitárias, principalmente naqueles municípios que fazem divisa com outros estados, que apresentam grande índice de contaminação, e se for necessário o lockdown. Isto exige um amplo aparato do sistema de segurança e de saúde”, assinalou.

Fraga destacou que o Supremo Tribunal Federal-STF, por unanimidade confirmou o entendimento de que os municípios têm autonomia e competência legislativa para adoção de medidas restritivas de circulação de pessoas e de atividades econômicas, conforme as peculiaridades locais. “Essa decisão legitima as medidas adotadas pelos prefeitos, que conhecem muito bem a realidade local e podem planejar as providências a serem tomadas, considerando as particularidades de cada município”, finalizou o presidente da AMM.

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