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Página - AMM mobiliza municípios para curso sobre destinação de resíduos sólidos

AMM mobiliza municípios para curso sobre destinação de resíduos sólidos

Efeito de Onda

Página AMM mobiliza municípios para curso sobre destinação de resíduos sólidos

  • 17/08/2018 às 09:26

Fonte: Agência de Notícias da AMM

Crédito: AMM

A Associação Mato-grossense dos Municípios – AMM e a Fundação Nacional de Saúde – Funasa vão realizar no dia 13 de setembro, na sede da AMM, um curso técnico sobre destinação final dos resíduos sólidos. A capacitação vai abordar os custos dos transbordos (pontos de destinação intermediária dos resíduos do município), com o objetivo de orientar as prefeituras a atender exigências dos órgãos de controle externo. O curso é destinado a municípios que possuem aterro sanitário em funcionamento, aos que possuem recursos para construção do local e àqueles que contam com aterro que ainda não estão em operação, entre outros.

O presidente da AMM, Neurilan Fraga, disse que a instituição está mobilizando os prefeitos e equipes técnicas para participar do curso, que será ministrado pelo engenheiro civil e sanitarista, Adalberto Leão Bretas. “O assunto é de extrema importância para os municípios, considerando que a gestão do lixo ainda é um grande desafio para as administrações municipais, que necessitam de apoio e informação para que possam viabilizar o atendimento de demandas no setor”, assinalou.

O prefeito de Nova Ubiratã, Valdenir José dos Santos, que é presidente do Consórcio Alto Teles Pires, agradeceu o apoio da AMM e da Funasa para a realização do evento e destacou a importância da capacitação para os municípios. Alguns municípios que integram o consórcio são atendidos pelo aterro sanitário privado de Sorriso, que abrange 14 cidades. “Há poucos aterros legalizados e funcionando de forma adequada no estado, considerando as dificuldades para executar o serviço. A nossa gestão, à frente do consórcio, preocupa-se em orientar os prefeitos para que possam atuar de forma correta, de forma a atender a legislação e em respeito ao meio ambiente”, frisou.

O superintendente da Funasa, Francisco Holanildo da Silva, disse que os municípios que possuem aterros sanitários públicos em operação são Tangará da Serra, Colíder e Cuiabá, além de Sorriso, que possui aterro privado. O custo de construção dos aterros é uma das maiores dificuldades para os municípios, considerando a necessidade de profissionais capacitados, equipamentos, entre outros fatores. “A construção de um aterro público custa na faixa de R$ 15 milhões para atender 100 mil habitantes. Além do investimento alto, o custo operacional representa cerca de 75% do valor global. Sendo assim, fica muito oneroso para os municípios assumirem essa responsabilidade sem o apoio governamental”, explicou.

Holanildo ressalta, ainda, que há estudos que mostram que para baixar custos operacionais é necessário aumentar o volume de resíduos, dessa forma a saída é a união dos pequenos municípios para reduzir os custos.

Gestão descentralizada - A gestão ambiental descentralizada é uma grande dificuldade para os municípios, principalmente devido aos recursos financeiros insuficientes, complexidade de procedimentos e dificuldades técnicas. Eliminar os lixões, por exemplo, é um grande desafio para os gestores públicos, embora a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que institui a obrigatoriedade, já tenha sido aprovada há oito anos.

O movimento municipalista nacional defende a prorrogação do prazo para a construção dos aterros sanitários, que deverão substituir os lixões, pois será necessário alto investimento financeiro e respaldo técnico. A AMM acompanha as ações de perto e constantemente marca presença nas mobilizações em Brasília para o atendimento das demandas municipalistas.

 

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