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Página - AMM defende autonomia dos municípios nas atividades de licenciamento ambiental

AMM defende autonomia dos municípios nas atividades de licenciamento ambiental

Efeito de Onda

Página AMM defende autonomia dos municípios nas atividades de licenciamento ambiental

  • 09/08/2019 às 17:25

Fonte: Agência de Notícias da AMM

Crédito: Agência de Notícias da AMM

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios – AMM, Neurilan Fraga, e equipe técnica participaram nesta sexta-feira (9), na Secretaria de Estado de Meio Ambiente, de uma reunião da comissão que analisa a  Resolução 85/Consema. A norma define as atividades, obras e empreendimentos que causam ou podem causar impacto ambiental local e fixa normas gerais de cooperação técnica entre a Sema e prefeituras nas ações administrativas decorrentes do exercício da competência comum.

Durante a reunião, Fraga defendeu a devolução aos municípios das atividades de licenciamento ambiental, que pela legislação federal, já são de responsabilidade do ente municipal. “A AMM pede que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente devolva aos municípios os licenciamentos de sua competência. Essa medida garantirá mais agilidade na liberação das licenças  para o funcionamento de empreendimentos e, consequentemente, contribuirá para o desenvolvimento da indústria, comércio, e da economia local como um todo”, explicou.

Neurilan explicou quem em 2015, quando assumiu a presidência da AMM, solicitou `a então secretária Ana Luiza Peterlini que a Sema continuasse cuidando do licenciamento ambiental de responsabilidade dos municípios, pois as prefeituras não estavam preparadas técnica e financeiramente para executar as atribuições. “Desde então as prefeituras vêm se preparando e já temos 46 municípios que assumiram o licenciamento ambiental, além de um consórcio na região do Araguaia, que realiza esse trabalho para 13 cidades”, assinalou.

Fraga defendeu um trabalho conjunto entre a Sema, AMM e outras instituições para que todos os municípios façam o licenciamento ambiental. “As cidades pequenas, que não têm condições de constituir uma equipe técnica especializada para executar o serviço, podem municipalizar o licenciamento por meio de consórcio. Além disso, estamos pedindo que a Sema capacite profissionais da área, dando suporte técnico, para que as equipes técnicas municipais possam fazer os licenciamentos  de acordo com as normas legais, de forma rápida e propositiva, pois os empreendimentos estão concentrados nos municípios”, ponderou, reiterando que o licenciamento na esfera local é mais barato. “Além disso, a Sema não teria mais necessidade de enviar técnicos a municípios distantes para licenciar empreendimentos com impacto local, sem contar que o custo das taxas seriam menores, por serem menores os custos de operação”, frisou.

O presidente da Comissão, Luiz Alfeu, disse que as atividades de impacto local não extrapolam os limites do município e a Sema não tem corpo técnico suficiente para atender o estado inteiro.

Fraga solicitou à secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazaretti, que a AMM seja formalmente inserida à comissão que analisa a  Resolução 85/Consema, para que a instituição tenha direito de participar efetivamente das deliberações. A secretária considerou justo o pedido e solicitou para que a pauta seja inserida na próxima reunião do Consema.

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