Página - AMM defende aprovação de emenda que minimiza impacto do piso salarial de enfermeiros nas finanças municipais
AMM defende aprovação de emenda que minimiza impacto do piso salarial de enfermeiros nas finanças municipais
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A votação do Projeto de Lei 2564/2020, que trata do piso salarial para enfermeiros e parteiras, está prevista para esta quarta-feira (24), no Senado Federal. A matéria beneficia também técnicos e auxiliares de enfermagem e visa melhorar a oferta de serviços de saúde com qualidade para a população. A Associação Mato-grossense dos Municípios – AMM defende a aprovação do Projeto de Lei, juntamente com a emenda ao texto apresentada pelo senador Wellington Fagundes que prevê que a diferença do impacto do piso salarial definido na proposta seja bancada pelo Governo Federal, retirando o ônus dos estados e dos municípios.
O presidente da AMM, Neurilan Fraga, disse que o Projeto de Lei é justo por valorizar profissionais da saúde, mas que os municípios não têm condições de assumir a diferença sozinhos. “Por isso é importante que os parlamentares de Mato Grosso e de outros estados se sensibilizem para essa demanda e aprovem a emenda, proporcionando mais sustentabilidade às finanças municipais”, assinalou, alertando que o impacto nos cofres das prefeituras de Mato Grosso está estimado em cerca de R$ 250 milhões por ano.
O Projeto de Lei 2564/2020, apresentado pelo senador Fabiano Contarato (Rede-ES), fixa o piso salarial em R$ 7.315 para enfermeiros. As demais categorias terão piso proporcional a esse valor: 70% (R$ 5.120) para os técnicos de enfermagem e 50% (R$3.657) para os auxiliares de enfermagem e as parteiras.
O piso nacional proposto e a redução da carga horária de 40 para 30 horas, deve causar, no entanto, impacto mínimo direto nas gestões municipais na ordem de R$ 36,6 bilhões ao ano. Esse impacto também afetaria os orçamentos dos municípios, invadindo a Lei de Responsabilidade Fiscal.
O senador Wellington Fagundes (PL-MT) vinha trabalhando, juntamente com outros líderes de bancada e blocos, para que o projeto fosse pautado, a partir de um acordo com o Governo. “Nossa proposta pretende chamar a atenção para a responsabilização tripartite na saúde e para o papel relevante que a União desempenha na manutenção das Ações e Serviços Públicos de Saúde”, observou. A emenda de Fagundes, inclusive, segue exatamente o mesmo tratamento que o Governo Federal dispensou ao Piso dos Agentes Comunitários de Saúde na Lei 12.994/2014, que alterou a Lei 11.350/2006.
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