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Página - AMM coordena debate sobre retorno às aulas na rede municipal de ensino

AMM coordena debate sobre retorno às aulas na rede municipal de ensino

Efeito de Onda

Página AMM coordena debate sobre retorno às aulas na rede municipal de ensino

aulas

  • 20/07/2021 às 10:38

Fonte: Agência de Notícias da AMM

Crédito: Divulgação

Debater a viabilidade do retorno das aulas na rede pública com base em critérios sanitários de controle da pandemia e infraestrutura das escolas para receber alunos e professores, são os objetivos da  reunião por videoconferência, nesta quarta-feira, 21 de julho, às 15h, promovida pela Associação Mato-grossense dos Municípios-AMM, que vai reunir além de prefeitos, prefeitas, os secretários municipais de Educação e de Saúde.

A reunião terá a parceria da   União dos Dirigentes Municipais de Educação-Undime e do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde-Cosems, e a participação do Ministério Público Estadual. A meta é levantar quantos municípios  já estão preparados para retomar as atividades escolares no dia 3 de agosto de forma segura, e as localidades que ainda não têm condições de retomar as atividades.

A medida foi definida na última quarta-feira durante a reunião também por videoconferência, com os gestores  municipais, representantes da Secretaria de Estado de Educação, Ministério Público Estadual,  Tribunal de Contas, Undime, Cosems, Sintep e Assembleia Legislativa. Na ocasião 280 pessoas participaram do debate on-line. A maioria dos participantes defendeu o retorno das aulas, considerando a redução no número de casos e óbitos pela covid-19, a crescente evasão escolar e os prejuízos pedagógicos provocados pela paralisação de quase um ano e meio das atividades escolares.

O presidente da AMM, Neurilan Fraga, ressaltou a importância da reunião desta quarta-feira, com a participação dos prefeitos e dos secretários municipais de Saúde e de Educação. “Quero reforçar a necessidade de discutir a questão. Vamos saber quais as ações que estão sendo tomadas para o retorno das atividades. Quais os municípios que tem mais dificuldades, os que não tem condições de retomar ás aulas e de que forma vamos ajuda-los”, observou Fraga.

Diante de uma consulta pela equipe técnica da AMM, muitos municípios já fizeram adaptação das escolas de forma segura para receber os alunos e os professores. “Defendemos também um retorno simultâneo com o governo do estado para otimizar o serviço do transporte escolar, que atende alunos das redes estadual e municipal de forma compartilhada”, disse ele, destacando que é muito importante que o retorno seja amplamente debatido com as instituições que representam o setor educacional e a área de Saúde.

Com os dados, será possível traçar um diagnóstico da situação nos municípios, com base nas informações dos gestores e dos secretários municipais, além de reforçar a adoção das medidas de biossegurança recomendadas pelas autoridades em Saúde, como o distanciamento em sala de aula, nos intervalos, no transporte escolar, como também a adequação dos prédios escolares, com ventilação e outras providências.

O presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso-Cosems, Marco Noberto Felipe, afirmou que é totalmente favorável à volta das aulas, pois as taxas da UTIs estão baixas. “Nós vacinamos praticamente 100% dos profissionais de educação. Sobre a vacinação da 2ª dose, temos que ter cautela aos prazos da aplicação. Só para lembrar que em agosto de 2020 já saiu uma portaria e recurso para compra de Epis para volta às aulas. Mais de 80% professores também já foram vacinados contra a gripe.   A vigilância sanitária também está preparada para auxiliar as escolas e Mato Grosso vai receber 180 mil doses nos próximos dias, ampliando ainda mais a imunização do estado”, explicou.

Na avaliação do presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação de Mato Grosso (Undime-MT), Eduardo Ferreira, tão importante quanto a vacina é construir protocolos de biossegurança.  “Saliento que nós já estamos há um ano e seis meses sem aulas presenciais. Nós temos que garantir vida e a educação, e esse problema não vai ser resolvido apenas em poucos anos. É de nossa responsabilidade criar condições de acesso às salas de aulas, mas não defendemos datas e sim condições a esse retorno”, frisou.

Na última reunião, o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, defendeu o retorno das aulas e lembrou que 27 municípios já voltaram na modalidade híbrida. Ele ressaltou que há evidências de que a escola é um ambiente seguro, com o cumprimento dos protocolos de segurança. Segundo Porto, no estado o calendário é 3 de agosto e as escolas estaduais estão prontas. “Temos equipes percorrendo as unidades escolares para verificar o cumprimento de medidas de biossegurança. Em vários municípios as escolas já adequaram os seus espaços. A Seduc está à disposição dos prefeitos para orientação, material e outras necessidades”, pontuou o secretário.

O promotor de Justiça, Miguel Slhessarenko Junior, relatou  na última reunião que a atividade escolar é a única que ainda não retornou neste contexto de pandemia. Ele ressaltou que o Brasil e recordista mundial de escolas fechadas e que a aula remota é uma medida excepcional. “75% dos alunos não estão mais tendo aproveitamento de forma virtual. Precisamos que cada um dos prefeitos e secretários de Educação organizem as redes escolares, definam os protocolos e realizem acompanhamento das condições epidemiológicas do município”, frisou, lembrando que desde o ano passado há protocolos aprovados, situações definidas e detalhadas para o retorno seguro das atividades.

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