Página - Venda das dívidas da União, estados e municípios pagará a previdência
Venda das dívidas da União, estados e municípios pagará a previdência
Efeito de Onda
Página Venda das dívidas da União, estados e municípios pagará a previdência
Crédito: Agência Senado
O Senado marcou para esta quarta-feira (17) a votação do projeto de lei complementar do Senado (PLS 204/2016) que prevê a “venda”, com deságio, das dívidas da União, de estados e de municípios a investidores privados, a chamada securitização de dívidas públicas. O texto final do relator da proposição, senador Paulo Bauer (PSDB-SC), destina 70% dos recursos obtidos com as negociações para a criação ou o pagamento de despesas com os fundos de previdência de servidores, destinando-se o restante (30%) para investimentos.
“A proposição, como relatado, regula cessão de direitos creditórios pelo poder público. Trata-se de importante passo para autorizar, com segurança jurídica, operações dessa natureza. Atualmente, há um volume expressivo de créditos já confessados pelos devedores e que são objeto de parcelamentos. Esses créditos poderiam ser cedidos a instituições privadas, com retorno imediato aos entes federativos titulares dos valores que esses créditos representam”, disse Bauer em plenário na noite de ontem (terça, 16), durante a leitura de seu parecer.
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, estima em R$ 120 bilhões o volume do endividamento de empresas apenas com o governo federal. Esse volume é considerado “dívida boa”, já foi renegociado entre devedores e a União e está pronto para ser oferecido a investidores do mercado financeiro. O total de crédito da União com tributos chega a R$ 1,5 trilhão.
Esse projeto é o primeiro passo para que a União possa se desfazer dos créditos que está cobrando de empresas em geral. Para começar a valer, a Câmara precisa votar o texto, o presidente da República sancioná-lo e o Executivo elaborar um outro projeto com a regulamentação de como ocorrerá essa negociação. O novo projeto com a regulamentação também precisa ser aprovado pelo Congresso.
A proposta a ser votada por acordo pelos senadores também impede que bancos públicos – Bando do Brasil, Caixa Econômica, Banco do Nordeste do Brasil, Banco da Amazônia e BNDES – comprem os créditos da União colocados no mercado. As dívidas deverão ser oferecidas no mercado em lotes e em momentos definidos administrativamente pelo governo.
Em conversas com senadores, Meirelles estimou que o deságio com a securitização da dívida da União pode chegar a, no máximo, 50% do valor do crédito, o que é considerado muito elevado. Os recursos vão compor o Fundo de Investimento em Direitos Creditícios e utilizados no Orçamento da União para pagar a Previdência Social e realizar investimentos.
Estados e municípios
Os estados também poderão oferecer ao mercado os créditos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que têm a receber de empresários. O senador Bauer prevê que os estados também estarão autorizados a oferecer outros R$ 120 bilhões desses créditos, de um total de R$ 600 bilhões que têm a receber, em um contexto de elevada dívida pública e arrocho fiscal.
“Esperamos que essa crise passe e, obviamente, não seja necessário no futuro fazermos outros processos de securitização. Mas, sabendo que o governo federal tem aproximadamente um R$1,5 trilhão de créditos tributários inscritos em dívida ativa, em nível de parcelamento ou apenas notificados, tanto tributários quanto previdenciários, e que os estados têm outros R$ 600 bilhões de créditos inscritos em dívida ativa, parcelados ou apenas notificados, é necessário que a gente dê ao governo, aos estados e aos municípios uma condição de transformar esses créditos. Ou pelo menos parte deles, em dinheiro, porque esse dinheiro vai ajudar a resolver problemas de saúde, de educação, de segurança”, discursou o relator.
O impacto mais significativo no deficit público das três instâncias de poder só deverá acontecer a partir de 2018. Com as campanhas municipais, que começaram nesta segunda-feira (15), dificilmente a Câmara terá tempo para aprovar os dois projetos ainda neste ano – o primeiro, que será definido nesta quarta-feira (17) pelos senadores, e o segundo, de regulamentação da venda das dívidas. As assembleias legislativas também precisam aprovar uma lei estadual prevendo a oferta dos créditos, assim como o devem fazer os legislativos municipais.
Notícias para Você
Notícias para Você
03 de Agosto de 2026 SÃO JOSÉ DO RIO CLARO
Festival de Pesca de São José do Rio Claro deve reunir mais de 20 mil pessoas
Considerado um dos maiores eventos de pesca esportiva e turismo da região médio-norte de Mato Grosso, o 19º Festival de Pesca "O Matrinxã do Brasil" será realizado entre os dias 28 e 30 de agosto, em São José do Rio Claro, localizado a cerca de 300 quilômetros da capital. Além da tradicio…
22 de Julho de 2026 GAÚCHA DO NORTE
Programa habitacional garante 100 moradias para comunidades indígenas em Gaúcha do Norte
A Prefeitura de Gaúcha do Norte foi contemplada com 100 unidades habitacionais destinadas às comunidades indígenas do município. As moradias serão viabilizadas pelo Governo Federal, por meio do Sistema MAPA, com indicação da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). A previsão é de que…