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Página - Serviço Geológico do Brasil perfura poço de monitoramento de Aquífero Parecis

Serviço Geológico do Brasil perfura poço de monitoramento de Aquífero Parecis

Efeito de Onda

Página Serviço Geológico do Brasil perfura poço de monitoramento de Aquífero Parecis

  • 15/08/2023 às 16:25

Fonte: Assessoria da Prefeitura

Crédito: Felipe Pavão

A Secretária de Agricultura e Meio Ambiente Patrícia Ferraz acompanhou Geólogos e técnicos do Serviço Geológico do Brasil – SGB/CPRM que estiveram em São José do Rio Claro nas dependências da Escola Municipal José Cesário de Castilho para a perfuração de um poço de monitoramento do aquífero Parecis que abastece toda região rio-clarense e norte do Mato Grosso.

A unidade de São José do Rio Claro fará parte da Rede Integrada de Monitoramento de Águas Subterrâneas - RIMAS, que atualmente conta com 8 poços de observação já em operação e monitorando as variações do nível do aquífero, e se juntará a outros 14 poços novos que serão perfurados no Estado.

O Serviço Geológico do Brasil-CPRM é o órgão que vem realizando estudos hidrogeológicos para os principais aquíferos do país, coordenando e operando a Rede Integrada de Monitoramento de Águas Subterrâneas - RIMAS, com o objetivo de propiciar a médio e longo prazo a identificação dos impactos sobre às águas subterrâneas em decorrência da exploração ou das formas de uso e ocupação de terrenos, a estimativa da disponibilidade do recurso hídrico subterrâneo, dentre outras informações.

A rede de monitoramento tem o propósito de registrar as variações de nível d'água (NA). Instrumentos que permitem o registro automático do NA foram e continuam sendo instalados nos poços de observação e periodicamente é feita a coleta dos dados armazenados, os quais, são submetidos aos processos de consistência e tratamento e posterior disponibilização para consulta e download.

A técnica em geociências e Engenheira Geóloga Tamiris Castro, explica que a escolha dos locais para as unidades de monitoramento é realizada por estudos relacionados ao uso dos recursos hídricos, tais como, consumo humano, agricultura, clima, vegetação e tipos de solo.

Durante a perfuração do poço, são coletadas amostras de material (solo ou rocha) a cada dois metros de profundidade, e após a construção do poço realiza-se o teste de vazão do aquífero, bem como, o nível freático será monitorado por sensor instalado permanentemente dentro do poço e aferido periodicamente pelas equipes do SGB. A rede de poços não tem como objetivo específico a avaliação qualitativa da água subterrânea, porém foi concebido um sistema de alerta e controle de qualidade com medições anuais da condutividade elétrica, pH, potencial de oxirredução além de atender parcialmente aos parâmetros mínimos fixados pela resolução CONAMA Nº 396 para o monitoramento.

Na instalação do poço de observação e a cada cinco anos, ou ainda em casos em que se verifique, a partir dos parâmetros indicadores, variação significativa na química da água, serão feitas coletas para análises físico-químicas completas (relação mínima de 43 parâmetros inorgânicos) com inclusão de orgânicos voláteis e semivoláteis, conforme as condições de uso e ocupação dos terrenos nas imediações da estação.

O programa vem tendo a cooperação com os órgãos gestores estaduais e companhias de saneamento possibilitando troca de experiências e informações, auxílio no planejamento da rede, assimilação de demandas estaduais, otimização dos recursos técnicos, financeiros e humanos, padronização de métodos de coleta e armazenamento e tratamento de dados e obtenção de poços passíveis de serem incorporados à rede.

O programa, de caráter permanente, foi iniciado em 2009 e é mantido através de recursos institucionais. A RIMAS, atualmente, conta com dados de monitoramento de aproximadamente 400 poços (entre perfurados e cedidos) distribuídos pelo território nacional.

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