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Revisão de divisas tem apoio de moradores
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Página Revisão de divisas tem apoio de moradores
Crédito: Assessoria da Prefeitura
No início de janeiro, o governador Pedro Taques sancionou a Lei número 10.500/2017 que delimitou novas divisas entre os municípios de Campo Verde, Santo Antônio do Leverger e Chapada dos Guimarães. Com isso, comunidades como Mata Grande, Córrego do Ouro, Mata-Mata, Ponte Alta, Bigorna, Serrana, Vale Abençoado, Bom Jardim e parte do Assentamento Santo Antônio da Fartura, passaram a pertencer a Campo Verde.
A revisão das divisas foi feita com base em estudos realizados pela Secretaria Estadual de Planejamento e acompanhada por uma comissão formada por deputados estaduais e técnicos da Assembleia Legislativa.
Critérios como sobreposição de divisas e distâncias dos municípios sedes, além da vontade dos moradores, manifestada durante reunião nas comunidades, foram levados em consideração durante os estudos.
Para os moradores, a mudança de município sede foi boa. “Eu acho melhor. Tudo que se vai fazer é em Campo Verde”, observa Clodoaldo Dal Bello. Com 25 anos, ele mora desde os 16 na comunidade Serrana, localizada na Serra de São Vicente e que pertencia a Santo Antônio do Leverger. “Tudo que eu faço é em Campo Verde. Até a produção que eu tenho de alface vai pra lá também”, conta ele.
A distância e a falta de investimentos em setores primordiais para os moradores foram apontados com fatores que fizeram com que os moradores aprovassem a mudança de município-sede. “Santo Antônio é inviável pra gente”, afirma. “Fica muito fora de mão pra nós”, completa.
Dal Bello, que durante todo o tempo em que mora na Comunidade Serrana foi duas vezes a Santo Antônio do Leverger, distante cerca de 100 quilômetros, conta que quando precisa de atendimento médico procura o Posto de Saúde da Família do Assentamento Santo Antônio da Fartura, a 16 quilômetros de onde ele mora - e que fica em Campo Verde - ou vai até o distrito de Olho d´água, que fica a 46 quilômetros, sentido Cuiabá.
O acesso mais fácil ao atendimento de saúde também é destacado pela comerciante Edenice Pereira Machado (50), que desde que nasceu mora na Comunidade Serrana. “A gente depende muito de médico e não tem. Até ir a Santo Antônio do Leverger ou Cuiabá já era”, diz ela. “Tudo que precisamos é em Campo Verde”, completa.
De acordo com os moradores, cerca de 65 famílias vivem na comunidade. As principais atividades desenvolvidas são a cultivo de hortaliças e a criação de gado leiteiro. Alguns possuem pequenos comércios localizados às margem da estrada que liga a BR-364 ao Hotel Águas Quentes, outros desenvolvem outras atividades como Hidê Félix do Nascimento Oliveira (57). Há quatro ela se mudou para a comunidade, onde, além de ser dona de casa, trabalha como faxineira.
Outra comunidade que passou a pertencer a Campo Verde foi a Mata Grande, distante cerca de 45 quilômetros da sede do Município e que pertencia a Chapada dos Guimarães. Lá vivem cerca de 50 famílias e 200 habitantes. Além da pecuária, a atividade geradora de receita aos moradores e a extração de pedras para calçamento.
As maiores dificuldades também eram a falta de atendimento médico, a conservação das estradas e educação. Com a mudança de município sede, todos acreditam em melhoras. E essas melhorias já começaram a chegar, como recuperação de estradas e melhoria no sistema de iluminação pública.
O atendimento médico no posto de saúde da comunidade, que, segundo os moradores, era precário, também será melhorado, com um médico atendendo uma vez por semana. A garantia foi dada pelo prefeito Fábio Schroeter, que nos últimos 20 dias esteve duas vezes na Mata Grande. Ele também visitou a Comunidade Serrana e já solicitou ao seu secretariado que implantem as melhorias necessárias para que os moradores possam ter mais qualidade de vida.
A simples presença do Poder Público Municipal, já alegra os moradores. “É Muito gratificante para todos nós e para comunidade, receber o carinho a participação e apoio da Prefeitura. Isso sim é semear e receber no amanhã o reconhecimento de cada pessoa, pois no passado, políticos só enxergavam a comunidade na época de eleição”, escreveu a moradora da Mata Grande, Juliane Brandão em uma rede social.
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