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Página - Representantes de etanol conhecem potencialidades econômicas de Nova Ubiratã

Representantes de etanol conhecem potencialidades econômicas de Nova Ubiratã

Efeito de Onda

Página Representantes de etanol conhecem potencialidades econômicas de Nova Ubiratã

  • 19/02/2018 às 16:05

Fonte: Assessoria da prefeitura

Crédito: Assessoria da prefeitura

Com o objetivo de conhecer as potencialidades econômicas e de buscar novos parceiros comerciais, representantes da empresa FS Bionergia, primeira usina brasileira de etanol produzido 100% do milho, estiveram em Nova Ubiratã nesta quinta-feira (15).

Recepcionados por membros da Administração Municipal, produtores rurais e representantes de classes, o grupo apresentou as propostas de expansão da empresa criada após a junção das gigantes Fiagril e a companhia americana Summit Agricultural Group.

“A empresa tem o objetivo de fortalecer não só a economia de Lucas do Rio Verde, onde está instalada nossa fábrica, mas também das demais cidades do Norte de Mato Grosso”, frisa Dagolberto Dal Moro, supervisor de originação da FS Bioenergia.

Responsável pela produção anual de 201 milhões de litros de etanol, 6.200 toneladas de óleo de milho e outras 90 mil toneladas de coproduto de fibra e proteína de milho, a FS Bionergia também é capaz de gerar 60 mil megawatts de energia elétrica.

“Somos um exemplo de empresa autossustentável. Nossa planta de produção é dividida em três turnos e aproveita 100% da matéria prima. Além do etanol, óleo e eletricidade também produzimos farelo de milho, o chamado DDG (grãos secos por destilação, na sigla em inglês), um concentrado altamente nutritivo utilizado na alimentação de gado de corte, leite, bubalino, ovelhas, entre outros, exportados para 9 estados brasileiros”, completa o supervisor.

Para garantir o fornecimento de biomassa, principal fonte de energia das instalações da usina, a empresa está incentivando produtores rurais da região na formação de 30 mil hectares de plantação de eucaliptos.

“A empresa entra com o chamado pacote ecológico, que se resume a ajuda de custo, assistência técnica, fornecimento de mudas [clones biomassa], maquinário de ponta para colheita da mecanizada e o principal, um contrato garantindo a compra de todo a produção” assegura o gerente da empresa, Leonardo Bruno Bastos Pacheco.

Segundo Pacheco, além de vantajoso financeiramente o plantação de eucalipto pode ser realizada em diferentes tipos de solos, incluindo os arenosos.

“A formação da floresta exige cuidados especiais assim como a de qualquer outra lavoura. A diferença está no custo de produção, que é bem mais baixo, e na adaptação da planta em solos considerados menos produtivos. Atualmente cada hectare de eucalipto rende para o produtor anualmente em média R$ 1.500,00, esse valor é livre, ou seja, sem nenhum outro custo”, assinala.

Ainda de acordo com o gerente, o período entre o plantio e a colheita da floresta é de aproximadamente 6 anos.

Para o prefeito o Valdenir José dos Santos, responsável por promover o encontro, o interesse da empresa em investir em Nova Ubiratã segue de encontro ao anseio dos pequenos e médios produtores rurais.

“Nosso objetivo é oferecer uma opção a mais para os pequenos produtores da região, em especial os moradores dos assentamentos rurais uma vez que é possível intercalar o plantio de eucalipto com a criação de animais e o cultivo de lavouras de subsistência. Garantindo assim o aumento da produção e o número de postos de trabalho", opina Valdenir.

Durante o encontro, representantes da empresa se comprometeram a retornar ao município, com data a ser definida, para oficializar a apresentação das propostas.

A reunião foi acompanhada pela presidente da Cooperativa Agropecuária de Nova Ubiratã (Coopertã), Dilson Pedro Goi, pelo médico veterinário responsável pela assistência técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), no município, André Brtaz, e pelos secretários municipais de Agricultura e Meio Ambiente, respectivamente, Paulo Centurião e Ari Antônio Basso.

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