Página - Recuperação de nascentes de rios e licenças ambientais são discutidas em Nova Ubiratã
Recuperação de nascentes de rios e licenças ambientais são discutidas em Nova Ubiratã
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Página Recuperação de nascentes de rios e licenças ambientais são discutidas em Nova Ubiratã
Crédito: Assessoria da prefeitura
A implantação de projetos de recuperação de cursos e nascentes dos rios e a liberação de novas licenças para a instalação de pivôs agrícolas foram alguns dos assuntos abordados durante reunião do Comitê da Bacia dos Afluentes da Margem Direita do Alto Teles (CBH), realizado esta semana, em Nova Ubiratã.
Na oportunidade, representantes das cidades de Nova Ubiratã, Sinop, Vera e Sorriso, expuseram as ações que estão sendo desenvolvidas por meio das secretárias municipais de Meio Ambiente, com apoio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).
Pioneiro no processo, o município de Sinop, assim como Nova Ubiratã, apresentou de forma detalhada, seu diagnóstico ambiental. As imagens obtidas através de imagens satélite mostram os pontos degradados, incluindo as nascentes e ás margens dos principais rios da região.
“O papel do comitê é contínuo e visa monitorar, dentre outros, o riso de degradação, número de afluentes, o levantamento de barragens e claro a quantidade de água disponível em nosso subsolo. São ações importantes que irão garantir o futuro das próximas gerações”, explica o secretário de Meio Ambiente de Nova Ubiratã, Ari Antônio Basso.
Sem citar números, o gestor afirma que o município lidera o ranking estadual de solicitações por outorgas de pivôs agrícolas. O que segundo ele é preocupante devido à falta de estudos aprofundados na região.
“Já sabemos que em Nova Ubiratã existem 2.663 nascentes que desaguam, em diferentes rios, sendo os principais deles o Celeste e o Teles Pires. Agora o que precisamos saber é qual a capacidade de produção e por fim quantos pivôs elas suportam”, assinala.
Ainda de acordo com Basso, a expectativa é que o governos federal e estadual destinem recursos para que os municípios intensifiquem os estudos ao longo da bacia hidrográfica.
“Uma das etapas do estudo consiste na checagem in loco das propriedades rurais por onde passam essas afluentes. É um trabalho complexo que exige tempo e principalmente dinheiro”, pontua.
Ao término do encontro, ficou acordado que os municípios deem continuidade aos levantamentos com auxilio de imagens de satélites e caso necessário com apoio das unidades da Empaer locais.
Saiba mais
Criado em 2015, por meio de uma resolução do Conselho Estadual dos Recursos Hídricos (CEHIDRO), o comitê é constituído por 20 instituições que representam os poderes públicos municipal, estadual e federal, além das entidades da sociedade civil organizadas, são empresas de saneamento e frigoríficas, sindicatos, universidades e clubes de serviço das cidades de Sinop, Sorriso, Vera e Nova Ubiratã.
Presidido pela secretária de Meio Ambiente de Sinop, Luciane Bertinatto (biênio 2017/2019) o comitê é constituído de forma paritária, sendo que 50 por cento das cadeiras são destinadas ao poder público e o restante à sociedade civil.
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