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Página - Realizada a “Oficina de Culinária” com merendeiras das creches e escolas municipais

Realizada a “Oficina de Culinária” com merendeiras das creches e escolas municipais

Efeito de Onda

Página Realizada a “Oficina de Culinária” com merendeiras das creches e escolas municipais

  • 13/05/2021 às 09:41

Fonte: Assessoria da Prefeitura

Crédito: Assessoria da Prefeitura

Informações recebidas da Secretaria Municipal de Educação e Desporto do município de Nobres apontam que foi realizada na quarta feira (12/05/2021), uma oficina culinária com as merendeiras das escolas e creches do município de Nobres.

Há uma medida resolutiva (RESOLUÇÃO Nº 6, DE 08 DE MAIO DE 2020) que determina, em seu parágrafo 6º, a limitação da oferta de alimentos como doces (biscoitos, bebidas lácteas, bolos, pães, preparações e doces regionais), produtos cárneos (salsichas, embutidos, linguiças, carne seca, e outros), aos alunos da educação básica atendidos pelo Programa Nacional de alimentação Escolar – PNAE.

A mesma resolução, no parágrafo 7º, proíbe a oferta gorduras trans industrializadas em todos os cardápios. Ainda, segundo as medidas resolutivas, o parágrafo 8º, dispõe sobre a proibição de alimentos ultra processados e a adição de açúcar, mel e adoçante nas preparações culinárias e bebidas para as crianças até três anos de idade, conforme a nutricionista Araci Cristina Santos Teixeira.  

E Araci Teixeira informa ainda que diante desta resolução, fica o questionamento: “Como será aceito pelos alunos atendidos pelo PNAE, a oferta de alimentos diferente de como eles costumam consumir?”.

Daí então, a realização dessa oficina culinária, com algumas opções de preparações a serem agregadas na merenda escolar a fim de substituir os alimentos limitados e proibidos.

“Usamos preparações a base de frutas como purê de maçã, doce de banana, geléia de abacaxi, sem adição de açúcar e nenhum outro adoçante, estes serviram para dar sabor em iogurtes e leites”, conforme Araci. E ainda foi colocado as merendeiras a opção de requeijão caseiro com acréscimo de cenoura ralada, frango desfiado, beterraba, separados e com temperos naturais.

E na oficina ainda foi informada sobre uma deliciosa sopa de grão de bico, frango e legumes. E para finalizar, os bolos, de coco, banana e maçã, todos sem adição de açúcar e qualquer tipo de adoçantes.

“Sabemos que será um desafio, e existe o risco de haver desperdício, de rejeição que deverá ser trabalhado através de Educação Nutricional com as crianças, pais, responsáveis”, coloca a nutricionista.

Mas ela acrescenta que há a necessidade que se venha enfrentar tais problemas, a fim de amenizar no futuro, o que vem ocorrendo na atualidade, o avanço cada vez maior das doenças crônicas não transmissíveis – as DCNT´s (diabetes tipo 2, hipertensão, obesidade, câncer, dislipidemias), com ocorrência em idades cada vez mais jovens.

E durante a oficina foi feito um apelo aos pais e responsáveis, para que diminuam, melhor ainda, não oferte para as crianças tais alimentos que colocam em risco a saúde destes seres em formação.

“O que semeamos hoje colheremos no futuro, que tal colher saúde ao invés de doenças?”, sintetiza a profissional em nutrição.

“Desembale menos e descasque mais. Quanto maior tempo de vida do alimento na prateleira, menor será a sua”, conforme Araci Cristina Santos Teixeira

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