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Página - Professores de Nova Olímpia mantêm greve por tempo indeterminado

Professores de Nova Olímpia mantêm greve por tempo indeterminado

Efeito de Onda

Página Professores de Nova Olímpia mantêm greve por tempo indeterminado

  • 18/04/2018 às 15:11

Fonte: Assessoria da prefeitura

Crédito: Assessoria da prefeitura

Em assembleia realizada na manhã desta terça-feira (17), os professores que estavam em greve por 5 dias decidiram continuar por tempo indeterminado. Ao todo são 56 educadores que corresponde a 37% do quadro docente do município.

O presidente da sub-sede do SINTEP, professor Florisvaldo Fernandes protocolou o comunicado nas secretarias de Educação e Administração. No texto do ofício 019/2018, ele afirma que “devida a intransigência do Poder Executivo em não negociar com a categoria, ficou decidido em assembleia geral pela maioria em deflagrar a greve por tempo indeterminado, a partir desta quarta-feira, 18. Estará suspensa a atividade, caso mude de ideia e decida atender as nossas reivindicações, estaremos à disposição de Vossa Excelência”, diz o texto assinado pelo presidente do Sindicato.

A reivindicação dos professores é de 14,45% de reajuste referente ao piso nacional da categoria (2017 e 2018), ocorrido todo início de ano, ainda a concessão de licença prêmio na data de vencimento e licença para qualificação.

Segundo informou a secretária de Educação, Débora Ferreira não houve intransigência do Executivo. Até porque foram três reuniões com o Sindicato, reunião com os diretores e professores e em todo o momento o prefeito deixou claro a vontade de conceder o reajuste, porém esclareceu a impossibilidade legal por força da Lei de Responsabilidade Fiscal. Quanto a concessão de licença prêmio (por enquanto concedida somente ao profissional em processo de aposentadoria), a questão também é financeira, pois ao conceder a licença, além de pagar o salário integral ao licenciado, ainda tem que pagar um substituto, onerando ainda mais a Folha Salarial. O mesmo se aplica a licença para qualificação e o momento é de baixar o percentual.

A secretária lembrou que na primeira reunião, o prefeito informou que estava tomando medidas para reduzir os índices da Folha e que os reflexos seriam sentidos nos 60 dias seguintes. “Ele pediu 60 dias de prazo para dar uma resposta no tocante a pauta e nos surpreendeu, antes do prazo, o Sindicato convocar uma assembleia e decidir pela greve. Se houve intransigência não foi por parte do Executivo”, disse.

A administração municipal protocolou Mandado de Segurança no Tribunal de Justiça. A Ação já foi distribuída e está conclusa para decisão que deve ocorrer ainda nessa semana.

O governo também já informou que descontará os dias paralisados.

Segundo dados da Secretaria de Educação, 37% dos professores aderiram a paralisação; 39,5% não aderiram a paralisação; 10% estão de atestado médico e 13% dos professores estão em outros afastamentos como: vacância, auxílio maternidade, Simprev, interesse particular entre outros.

LINHA DO TEMPO

A decisão de parar aconteceu no dia 05 em Assembleia da categoria, oportunidade em que pouco mais de 30 docentes optaram pela paralisação.

No dia 09, segunda-feira, já com o comunicado de greve, o prefeito José Elpídio juntamente com o contador Sidnei Felizardo e a secretária Débora Ferreira se reuniram com os diretores e coordenadores das escolas na sede da secretaria de Educação para prestar esclarecimentos acerca da posição do executivo quanto ao movimento, apresentar os números contábeis da prefeitura no que se refere a receita e limite de folha, e pedir apoio dos diretores.

No dia seguinte, terça-feira, 10, houve reunião nas escolas com os professores. Como o chefe do executivo estava em viagem à capital (Cuiabá), o governo foi representado pelo secretário chefe de Gabinete Jaime Mânica, secretária de Educação, Debora e o contador Sidnei que passaram na maioria das escolas se reunindo com os professores. A reunião teve o condão de apresentar os números contábeis da prefeitura: receita x limite de folha, esclarecer dúvidas acerca da posição do executivo e tentar demovê-los da intenção de paralisar as atividades.

Na tarde de quinta-feira (12), a pedido dos professores houve uma reunião com Prefeito José Elpídio e equipe para mais esclarecimentos.

Na manhã de segunda-feira (16), uma nova reunião aconteceu entre o Prefeito, equipe de Governo e diretoria do SINTEP para tratar novamente do assunto e não houve avanços.

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