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Página - Prefeitura deverá construir Unidade de Pronto Atendimento para atender moradores

Prefeitura deverá construir Unidade de Pronto Atendimento para atender moradores

Efeito de Onda

Página Prefeitura deverá construir Unidade de Pronto Atendimento para atender moradores

  • 10/09/2015 às 11:18

Fonte: Assessoria da Prefeitura

Crédito: Assessoria da Prefeitura

Desde a interdição do hospital municipal de Carlinda, ocorrida em junho deste ano por fiscais da Vigilância de Saúde do Estado de Mato Grosso, o poder executivo vem trabalhando para solucionar o impasse e oferecer aos moradores um atendimento adequado e dentro da realidade técnica e financeira do município.

Na última sexta-feira (04), foi realizada uma audiência no Ministério Público de Alta Floresta, envolvendo o prefeito Geraldo Ribeiro, a presidente da Câmara Municipal Eliane Aparecida e também pessoas ligadas a área da saúde, como o diretor técnico do Hospital Regional Sérgio Dezanetti, o presidente do Conselho Municipal de Saúde de Carlinda, João Ribeiro dos Reis, Maria Sileide Gonçalves da Silva, apoiadora regional do Cosemes e a secretária de Saúde de Carlinda, Marcia Regional, além dos promotores Márcio de Souza Rosa e Luciano Martins da Silva.

Na ocasião foi debatida como está a situação da unidade hospitalar, foi exposto que até ocorrer a interdição, o hospital funcionava em um prédio locado e por este motivo, por não se tratar de bem público, não poderia a prefeitura promover melhorias em bem particular. O valor a ser gasto neste prédio local, será aplicado na construção de uma unidade própria, que poderá contar inclusive com repasses do Governo do Estado. Hoje Carlinda recebe em média R$ 23 mil reais do Governo Federal para manter o Hospital funcionando, enquanto os gastos mensais ultrapassam os R$ 88 a 100 mil reais. Somente com aluguel são gastos mais de R$ 11 mil reais.

Foi relatado ao Ministério Público que desde que assumiu a prefeitura, a atual administração suspendeu a realização de cirurgias, devido à falta de estrutura existente no prédio e que se no passado as mesmas eram realizadas, não respeitavam as exigências existentes.

Outro ponto apresentado é que o hospital contava com menos de 20 leitos, o que torna inviável o seu cadastramento junto ao Ministério da Saúde.

O presidente do conselho municipal de saúde, João Ribeiro dos Reis, frisou durante a reunião que a população deseja um atendimento de qualidade e que está favorável ao fechamento do hospital.

Segundo a procuradora do município de Carlinda, Sálua Gazali, o município havia notificado o proprietário do prédio para que realizasse a reforma do prédio, sendo que o mesmo até concordou, mas diante das melhorias, o valor do aluguel seria reajustado, o que aumentaria os custos do município e tornaria a reabertura inviável.

Durante a audiência foi apresentada a proposta de se construir uma Unidade de Pronto Atendimento, uma vez que hoje é o mais adequado, devido a taxa de internação apresentada pelo município.

Conforme o diretor técnico do Hospital Regional de Alta Floresta, Sérgio Dezanetti, o mesmo concordou com a possibilidade de uma UPA ser construída em Carlinda, com leitos de internação seria uma boa solução para atender a demanda do município e não sobrecarregaria o Hospital Regional.

Diante da proposta apresentada de implantação de uma UPA em Carlinda, o promotor Luciano Martins da Silva, questionou todos os presentes, que concordaram com a criação da Unidade de Pronto atendimento com internação. A concordância também ocorreu por parte de vereadores presentes na audiência.

A secretária de saúde do município de Carlinda, Márcia Regina, informou que o projeto já foi elaborado pelo departamento de engenharia da prefeitura e enviado a Vigilância, que solicitou pequenas alterações. “Nós já havíamos enviado o projeto, foi solicitada a realização de pequenas alterações e que estão sendo providenciadas, o projeto voltará a ser destinado ao setor responsável no estado e assim que aprovado vamos iniciar os trabalhos de construção”, disse.

A partir da aprovação do projeto, a prefeitura terá um prazo de 180 dias para concluir as obras. O promotor também decidiu suspender a Ação Civil Pública que tramitava na 3ª Vara.

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