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Prefeitura decreta feriado municipal nesta sexta-feira (19)
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Crédito: Assessoria da Prefeitura
A Prefeitura de São José do Rio Claro, por meio da Lei nº 56/88 que institui feriado municipal em 19 de Março, aniversário de São José do Rio Claro-MT.
São José do Rio Claro está localizado a 320 quilômetros a Médio-Norte de Cuiabá, capital mato-grossense. O município possui vasta fluência dos biomas Cerrado e Amazônia, banhados principalmente pelos rios Claro e Arinos que confluem harmonicamente - atrativos naturais que propiciam momentos singulares de pesca, descanso e lazer familiar.
Emancipada em 20 de dezembro de 1979, a cidade manteve a fé em seu padroeiro, São José, o homenageando com a data de 19 de março para comemorar seu aniversário. De acordo com a estimativa do IBGE, atualmente habitam 20.664 rio-clarenses, em uma extensão territorial de 4.533,010 quilômetros quadrados. Sua extensão limítrofe inclui Nova Maringá (NO), Diamantino (S) e Nova Mutum (SE). Entre as principais atividades econômicas estão a agropecuária, a indústria e a prestação de serviços.
O município é privilegiado com seus vastos rios de águas cristalinas de margens preservadas. Trilhar essa história é uma viagem fantástica de belezas em contato direto com a natureza.
PRIMEIROS HABITANTES
Os habitantes que primeiro ocuparam o antigo território do município de São José do Rio Claro foram quatro povos indígenas: Paresi, Arino, Beiço-de-pau e Rikbakta. Tudo indica que os habitantes mais antigos da região foram o povo autodenominado Haliti, encontrado, esse povo recebeu a denominação de os Paracizes. Outras grafias sucederam para o nome Pareci, Paresi.
O território ocupado por esse povo, os Parecises, no dizer dos paulistas, eram os extensos chapadões bordados por suaves declives para os rios, denominados Chapada ou Planalto dos Parecis. Aparece também a denominação incorreta de "Serra dos Parecis". Incorreto, porque se trata de terreno plano contínuo, apenas o mais elevado da região.
O povo Pareci põe a origem mítica da tribo na região de Ponte de Pedra (hoje município de Nova Maringá). Diz o povo Paresi que de dentro de uma grande pedra, onde moravam seres humanos saíram os grupos paresí, pois o pica-pau-anão e a arara abriram a pedra e assim saiu Wazare chefiando os grupos de povo Paresi. O povo Paresi falava uma língua Arwak-nu-arwák.
Não restaram memórias maiores do povo Arino, sabendo-se apenas que esse povo deu origem à denominação do rio Arinos, pois os Paulistas diziam que o rio Arinos era dos Arinos. Tudo indica que o povo denominado Beiço-de-Pau tenha chegado à região de São José do Rio Claro no século passado. O que também pode ter acontecido com povo autodenominado Rikbakta, ocupando a parte norte do antigo território de São José do Rio Claro. Este povo, também denominado Canoeiros de Mato Grosso, pelos seringueiros do século passado, poderia ter sido os Apanauria, que constam em mapas com esta denominação, ocupando a mesma região.
Pelos anos de 1739, esta região teve movimentação de garimpo nas margens do rio Arinos que apareceu na história, a partir de 1746, com a descida de João de Souza Azevedo que, seguindo adiante, navegou até o Pará. E um século depois foi novamente utilizado como via de penetração pelos seringueiros e posteriormente os colonizadores. O rio Arinos passou a ser um dos rios mais históricos de Mato Grosso.
PIONEIRISMO
Em 1953, houve a primeira tentativa de colonização da região partindo a iniciativa do deputado Anízio José Moreira e do Sr. Tarley Rossi Vilela, de São Paulo, proprietários de uma área territorial (hoje Fazenda Rio Parecis). Ambos faleceram num desastre de avião, que caiu no Rio Arinos. Em 1954, com lotes adquiridos do Estado, os senhores Jacintos Borges e Anísio Castilho instalaram a Gleba Massapé. Pouco depois, a mesmo passou a se denominar São José do Rio Claro em virtude da devoção que ambas as famílias tinham por São José e pelo rio Claro que passa próximo a cidade. Quatro anos mais tarde (1958), iniciou-se o desmatamento da região, surgindo as primeiras construções locais. No ano seguinte, foi celebrada a primeira missa pelo Padre Jacob Teodoro Weber.
Incentivados pelo vigor da floresta Amazônica e a ocorrência de palmitais, os desbravadores paranaenses Domingos Briante e Pedro Coelho Portilho adquiriram em 1966 a gleba e instalaram a IMCOL – Imóveis e Colonização Ltda. Com a comercialização dos lotes houve um sensível aumento populacional. Rapidamente a pequena vila tornou-se distrito, depois cidade e um dos polos econômicos de Mato Grosso.
Os pioneiros viram seus esforços recompensados em 17 de junho de 1972, com a implantação naquela região do Programa de Incentivo à Produção de Borracha Natural (Probor), com larga aceitação pelos agricultores locais. Os vastos seringais que se formavam, acrescidos às árvores nativas, deram à cidade o título de ?Capital da Borracha?.
A heveicultura, antes extensivas com quatro unidades de beneficiamento de látex, foi descontinuada cerca de uma década mais tarde e a cultura substituída pelo extrativismo madeireiro e a comercialização agropecuária, com plantio de cana, soja, milho, algodão, pastagens para vaca leiteira e gado de corte, bem como a industrialização de etanol e derivados da agricultura familiar, que fortalecem a economia local.
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