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Página - Prefeitura de Nova Ubiratã entrega triciclo elétrico a deficiente físico

Prefeitura de Nova Ubiratã entrega triciclo elétrico a deficiente físico

Efeito de Onda

Página Prefeitura de Nova Ubiratã entrega triciclo elétrico a deficiente físico

  • 11/01/2018 às 14:42

Fonte: Assessoria da prefeitura

Crédito: Assessoria da prefeitura

O ano de 2018 não poderia ter começado melhor para o trabalhador autônomo Edinaldo Viana, de 38 anos.

Morador da rua Maranhão, em Nova Ubiratã, ele foi o primeiro deficiente físico do município contemplado pelo programa de acessibilidade e inclusão ao mercado de trabalho.

A ação inédita, promovida pela administração municipal, prevê a aquisição e repasse, em forma de cessão de uso, de triciclos elétricos a moradores que apesar da deficiência se mantém e/ou buscam a recolocação no mercado de trabalho.

A entrega do equipamento, adquirido com recursos próprios, aconteceu na manhã desta terça-feira (09), na sede da secretaria municipal de Saúde e foi acompanha por servidores da pasta e familiares do contemplado.

“Uma das atribuições da administração pública é promover qualidade de vida e dignidade a sociedade em geral. Conheço bem a história de superação do Edinaldo e tenho certeza que ele fará bom uso desse equipamento”, ressaltou o prefeito do município, Valdenir José dos Santos, durante entrega do triciclo.

Na ocasião, o gestor afirmou a manutenção do programa que deve contemplar, no mínimo, uma pessoa ao ano.

“Por se tratar de um programa de geração de emprego e renda é importante que o interessado esteja exercendo alguma atividade profissional. Ele também terá que comprovar a falta de condições financeiras para adquirir o equipamento assim como o seu bom uso, caso seja contemplado”, reforça.

“Não tenho palavras para descrever o que estou sentindo. Esse triciclo representa a certeza de dias melhores para mim e a minha família (...) é como se eu tivesse ganhado ‘novas pernas’”, emocionado comemorou Edinaldo Viana que é casado há quatro anos com a dona de casa Keila Natália.

O deficiente físicoque atualmente trabalha como pescador e feirante, ainda relembrou os momentos de dificuldades enfrentados depois que sua única cadeira de rodas apresentou problemas.

“A cerca de um ano o encosto da minha cadeira estava quebrado. Isso trazia muito desconforto além de dores nas costas, mas graças a Deus esse problema faz parte do passado. Agora vou focar no trabalho (...) se com a cadeira quebrada eu não parava, agora ninguém me segura”, brincou.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Silvio Stolfo, o procedimento para requisitar o benefício é simples, mas deve partir do próprio usuário.

“O primeiro passo é procurar a secretaria de Saúde e preencher um relatório social. As informações repassadas são conferidas por uma assistente social e caso sejam confirmadas seguem para o departamento jurídico e posteriormente ao setor de compras da prefeitura”, explica.

Conforme especificação do fabricante, cada triciclo custa em média R$ 12.980,00 (doze mil, novecentos e oitenta reais) e é equipado com setas, luz de freio, buzina, retrovisores, sistema de transmissão automático com diferencial (à frente e ré),sinaleira, luz de freio e pisca 4 direções, freio de estacionamento, suspensão e freios dianteiros e traseiros, rodas de liga leve, bagageiro com chave e motor elétrico (110/220 volts) com autonomia de até 50 quilômetros.

"O departamento de compras da prefeitura fez uma ótima negociação, sendo que o valor final do equipamento ficou orçado em R$ 10.800,00 (dez mil e oitocentos reais)", esclarece o secretário municipal de Saúde. 

Fatalidade

Vitima de um disparo de arma de fogo, Edinaldo Viana perdeu os movimentos dos membros inferiores. O incidente ocorreu em meados de 2009 no distrito de Novo Mato Grosso, em Nova Ubiratã.

Na época, com 29 anos, o operador de máquinas pesadas viu sua vida mudar drasticamente depois de ser atingido por um tiro nas costas. Fragmentos do projétil transfixaram a coluna vertebral deixando sequelas irreversíveis.

Sem alternativa, Edinaldo voltou a morar com sua mãe, falecida em 2016, na sede do município.

As limitações não o impediram de continuar trabalhando e buscando por novos desafios, incluindo o de se alfabetizar.

“Já conversei com a direção da Escola Tancredo Neves e todos estão me apoiando. Se Deus quiser em fevereiro eu retorno para sala de aula e ainda este ano realizarei o sonho de ler um livro”, com a voz segura finaliza.

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