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Prefeitura de Livramento realiza estudo sobre a Cultura local
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Crédito: Assessoria da Prefeitura
Comunidade em meio a mestres populares, professores e escritores discutiram na noite de terça-feira (29.01), sobre o berço de nascimento do município de Nossa Senhora do Livramento/MT, após sua descoberta com a exploração do ouro em Ribeirão dos Cocais no século XVIII, região rural distante a 13 km da sede municipal.
O encontro aconteceu na Biblioteca Municipal Cilo Seixas e foi programado pela Prefeitura Municipal por meio da coordenação bibliotecária local vinculada às secretarias municipais de Cultura e Turismo; e Educação e Esportes. Esse foi o 4º encontro promovido pelo Poder Público em conjunto com os amigos da biblioteca, formado por um grupo de voluntários.
Os estudiosos do assunto querem ir além e esmiuçar os aspectos genéticos e biológicos do livramentense após os descobridores das lavras no lugar, os sorocabanos, Antônio Aires e Damião Rodrigues, deixaram Cuiabá com todos os seus pertences, atravessarem o Rio Cuiabá e depois de uma marcha de aproximadamente 30 quilômetros descobrirem ouro em ribeirões conhecidos como Cocais.
“Nós queremos entender melhor esse mecanismo de adaptação e evolução do homem nesta região e neste intervalo de tempo”, destacou o coordenador da iniciativa no município, professor Eduardo Sávio de Oliveira. “Queremos ir além e saber mais sobre as nossas características genéticas, nossa diferença ou similaridade entre os outros povos, como sobrevivemos por todo esse tempo neste determinado ambiente. São questionamentos que nos inquietam e precisam de respostas”, completou Eduardo.
Ainda segundo o coordenador, saber que o povoamento de Cocais foi fundado no século XVIII, e que o município de hoje é possuidor de uma vasta história é fato. “Porém, precisamos saber mais, por exemplo, o que havia nos documentos e livros antigos queimados pelo interventor Armênio de Moraes, em 1930.”
Interessada no assunto, a professora Carlota Maciel disse que suas pesquisas sobre as origens dos papa-bananas têm ido além das quatro paredes com coleta e depoimentos de pessoas idosas que relatam sobre o assunto.
O professor, historiador e escritor Honório Laucidio Galvão também elencou seu envolvimento com a história do lugar, destacando parte desse relato citado nos enfoques do folclore, história e educação local e regional com o firme propósito de resgatar a cultura pantaneira.
Como prova disso Honório citou em síntese a obra “Papa-banana ilustres”, lançada recentemente, onde destaca os inúmeros livramentenses que se tornaram notáveis no cenário regional, nas mais variadas áreas da atividade humana.
Já o professor Alacir Arruda destacou as características peculiares do lugar e observou o município livramentense como tendo um dos mais ricos acervos históricos da cultura de Mato Grosso. E, questionou, “Livramento pode ser mais antigo do que a própria história conta.”
Em resumo, o debate pautou sobre a tradição e costumes do bucólico lugar de 288 anos de existência, e deu aos participantes uma ótima oportunidade de discutir e diagnosticar a história do centenário município como seu descobrimento, sua criação, seu desenvolvimento e trajetória. O evento também busca incentivar e fomentar a cultura popular papa-banana.
Nesse sentido, a professora Maria Auxiliadora da Silva Cunha, que também exerce a função de secretária municipal de Educação e Esporte, destacou: “Foi uma excelente aula de interação com professores, pesquisadores e autores de livros, e mestres populares. Isso, consequentemente, servirá de incentivo e ensinamento para os nossos alunos, tão carentes de conhecimento sobre as nossas origens.”
Vale destacar que o próximo encontro ficou pré-agendado para acontecer no dia 13 de fevereiro, às 17h30 no mesmo espeço, onde se debaterá patrimônio material e imaterial. Esses estudos sobre a cultura e a história de Livramento irão fazer parte do plano de ação da Cultura em 2019.
Também participaram do encontro o mestre popular Manoel Loureço (seo Neco), o professor Manoel do grupo Bacuri, a professora Odete Oliveira, Aparecido e Elizabete do grupo de capoeira, os amigos voluntários Gabriela; Jesse; Pastor Brasilino; Elionai Santos; Carla Monteiro; João Pinto e Benedito D’Guia; mestre de fanfarra Jocir Cunha e seo Didi de Poli
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