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Página - Prefeitura compartilha um pouco da história do município

Prefeitura compartilha um pouco da história do município

Efeito de Onda

Página Prefeitura compartilha um pouco da história do município

  • 11/07/2023 às 12:37

Fonte: Assessoria da Prefeitura

Crédito: Divulgação

Na edição especial “Castanheira: Fragmentos de uma História” a revista Innovare News, no texto “Antes de tudo existir...” relata que, num sentido literal, Castanheira, que completou 35 anos de história no último dia 4, poderia nem existir. Mas, vários eventos contribuíram para o seu surgimento.

O surgimento  de Fontanillas, Juina, Castanheira, entre outros municípios da região noroeste de Mato Grosso tem vários capítulos interessantes. Os eventos em torno da rodovia conhecida até hoje como AR-1, sendo também referenciada como MT 174, é um deles.

Projetada para chegar a Aripuanã, primeiro município da região noroeste na segunda metade do século XX, com sede administrativa em Cuiabá, esta rodovia, que começou em Vilhena, hoje Rondônia, ente 1974 e 1975, teve o avanço paralisado por adentrar em área dfesignada como “terra reservada para perambulação indígena”.

O ponto desta paralização estava há mais ou menos 100 quilômetros até chegar onde hoje situa-se Castanheira, nas imediações do Rio 21, como era conhecido. O entrave só foi resolvido com uma mudança de leitura deste cenário, a partir de deliberação do governo federal.

A construção desta rodovia, de valor histórico fundamental para se entender o processo de povoamento da região noroeste, foi definida quando, em 1972, ou seja, uns dois anos antes, o governo do Estado, através da lei 3307, passou para a Companhia de Desenvolvimento de Mato Grosso (CODEMAT), toda a terra devoluta do município de Aripuanã para fins de colonização e reforma agrária, que deveria ser vendida para as colonizadoras, através de licitação pública. Neste época nem a cidade de Aripuanã, onde a AR-1 deveria chegar, existia. Era uma pequena vila, onde residiam especialmente garimpeiros.

O projeto de colonização do noroeste de Mato Grosso, designado Polo Amazônia, que visava a ocupação daquilo que alguns chamavam de “espaços vazios” da grande região, tese contestada por alguns historiadores, para os quais as nações indígenas já existiam, objetivava, inicialmente, a formação de núcleos populacionais nas áreas de Juína, Cotriguaçu, Juruena e Colniza. 

Como Castanheira, naquelas alturas, não existia na planilha dos engenheiros que desenharam a rota da estrada, é possível dizer que o município poderia nem ter existido, pelo menos na década em que começou a emergir, praticamente a mesma de Juína. Daí, no imaginário popular, as várias histórias, uma delas pleiteando que a árvore preservada na entrada da cidade, que estava na rota das derrubadas, começou a ser uma espécie de parada obrigatória. A partir dela teria nascido o interesse de muitos em se estabelecer na região e designar o povoado que começou a nascer de Castanheira.

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