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Oficina de Cururu e Siriri propõe resgate folclórico em Cuiabá
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Página Oficina de Cururu e Siriri propõe resgate folclórico em Cuiabá
Crédito: Tchélo Figueiredo
A Oficina de Cururu e Siriri e seus instrumentos foi iniciada na noite desta segunda-feira (30), na comunidade São Gonçalo Beira Rio, propondo um resgate folclórico, aliado à alegria e à religiosidade das festas de santo. A primeira aula reuniu integrantes do Grupo Flor Ribeirinha, moradores e componentes do Incluart, que trabalha o siriri e o cururu com portadores da síndrome de Down.
O objetivo da capacitação é fazer com que os participantes reforcem o conhecimento teórico e compreendam o que estão executando na prática. “Sou filho e neto de cururueiro e sempre vivenciei este contexto. Iniciamos esta etapa com a parte teórica abordando a cultura popular, a confecção da viola de cocho e posteriormente seguimos com a linguagem musical e o manuseio dos instrumentos”, explicou o professor Thomas Flaviano.
Formado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Thomas também é cururueiro, compositor, professor de música para crianças em uma escola da rede municipal e integrante do grupo Tradição Cuiabana.A oficina é gratuita e tem duração de 3 meses, com possível prorrogação de mais 3 meses.
“A Prefeitura vê esta oficina como um incentivo a mais para os músicos e dançarinos. É uma alegra enorme poder contribuir com este processo de evolução, visibilidade e crescimento”, afirmou o secretário-adjunto de Cultura,José Paulo Traven.
De acordo com a presidente e fundadora do grupo Flor Ribeirinha, Domingas Leonor, trabalhar a musicalidade é essencial. “Ensaiamos várias vezes antes das apresentações, tanto a música como a dança, pois acreditamos todos tem que estar no mesmo ritmo. A oficina é maravilhosa”.
O coreógrafo do grupo, Avner Augusto, falou sobre a valorização dos quintais realizados durante a programação dos 297 anos de Cuiabá e de como a capacitação influenciará no rendimento dos grupos. “Agradecemos a Prefeitura de Cuiabá pela oportunidade de receber mais informações do segmento. Foi um momento único o que vivenciamos durante as apresentações e estamos empenhados em aprimorar cada vez mais”, concluiu.
As aulas serão realizadas em quatro polos e vão atender 2 ou 3 grupos cada. Entre as localidades, estão a Comunidade São Gonçalo Beira Rio (segundas-feiras, das 19h30 às 21h30), Parque Ohara (quartas-feiras das 19h30 às 21h30), Parque Atalaia (sábados das 17h às 19h) e bairro São Francisco (domingos das 17h às 19h).
Estão inscritos os grupos Flor Ribeirinha, São Gonçalo, Flor do Campo, Raízes Cuiabanas, Flor de Atalaia, Coração Atalaiense, Coração Tradição Franciscana e Voa Tuiuiú. Cada um tem em média de 40 a 50 componentes
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