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Página - NASF realiza semana de palestras sobre hanseníase em Sinop

NASF realiza semana de palestras sobre hanseníase em Sinop

Efeito de Onda

Página NASF realiza semana de palestras sobre hanseníase em Sinop

  • 22/07/2019 às 10:59

Fonte: Assessoria da Prefeitura

Crédito: Assessoria da Prefeitura

O Núcleo Ampliado da Saúde da Família e Atenção Básica (NASF/AB) de Sinop, juntamente com o Instituto Social Saúde Resgate à Vida (ISSRV), realizaram uma semana de palestras sobre a Hanseníase. A ação contemplou os pacientes das salas de espera das Unidades Básicas de Saúde (UBS's) Oliveiras, Violetas, Boa Esperança e Primaveras, alguns alunos da Escola Municipal de Educação Básica Armando Dias, servidores e grupos de atividades físicas do Parque Florestal e usuários da Academia da Saúde. Ao todo, em torno de 400 pessoas foram beneficiadas.

De acordo com a assistente social Lidionete de Sales, as palestras têm como foco esclarecer dúvidas e, principalmente, eliminar o preconceito em relação à doença. “A gente [equipe NASF/AB] percebeu que mesmo com as diversas ações realizadas na cidade ainda há muitas dúvidas sobre a Hanseníase e, por conta disso, existem diversos mitos e verdades que acarretam, cada vez mais, em discriminação com o portador da doença”, frisa.

A ação trabalha com orientações verbais e folders com uma linguagem bem simplificada para que todos possam compreender o assunto com clareza.

HANSENÍASE

Conforme dados da Secretaria de Saúde, somente em 2019 já foram identificados e estão em tratamento 380 novos casos de Hanseníase.  Segundo enfermeira e coordenadora do Centro de Hanseníase, Maria Auxiliadora Freitas Souza, o exame da doença é clínico, não precisa ter manchas para ser detectada e, quando essas são encontradas, realizam-se os testes térmico, tátil e doloroso.

“Nervos espessados também são um alerta para a doença e, em casos mais avançados, a pessoa para de sentir dor porque está com a imunidade muito baixa. Quando isso ocorre a pessoa, infelizmente, já tem sequelas”, esclarece Auxiliadora.

Os tratamentos ofertados pela rede municipal são gratuitos e podem ser realizados com os Paucibacilares, que têm duração de seis meses, ou com os Multibacilares, que são os mais diagnosticados, inclusive para crianças, e têm a durabilidade de, aproximadamente, um ano. Pessoas contaminadas, em estado avançado, sem tratamento, transmitem pelo sistema respiratório enquanto falam, tossem ou espirram.

TRABALHO DE COMBATE

Os trabalhos de prevenção e de avaliações físicas estão sendo frequentes nas escolas, empresas e nas Unidades Básicas de Saúde como, também, a busca ativa por familiares que convivem com o portador da doença.  Somente neste ano, foram realizadas três etapas do mutirão de combate à doença em pontos estratégicos, além da capacitação dos servidores das UBS's e que os preparou para identificarem os casos.

Conforme Auxiliadora, a única forma de bloquear o crescimento no número de pessoas contaminadas é identificando-as para, posteriormente, tratá-las. “Com tratamento, a transmissão é interrompida de 48 a 72 horas”, esclarece.

Em casos de suspeita, os munícipes podem procurar a UBS mais próxima de sua residência ou, até mesmo, o Centro de Hanseníase e Tuberculose, que fica localizado no cruzamento da Rua dos Eucaliptos com a Avenida das Itaúbas (antiga UBS Scholtão).

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