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Página - Mascarados e Flor Ribeirinha ainda dançam em terras cariocas

Mascarados e Flor Ribeirinha ainda dançam em terras cariocas

Efeito de Onda

Página Mascarados e Flor Ribeirinha ainda dançam em terras cariocas

  • 29/08/2016 às 14:39

Fonte: Gazeta Digital

Crédito: Marcos Bergamasco/ Gcom-MT

Vão se embora os atletas, ficam os artistas. Depois de terem se apresentado em uma série de eventos culturais no Rio de Janeiro durante os Jogos Olímpicos mais de 100 grupos de culturas tradicionais, que vão do maracatu ao funk, mostram sua arte em quatro cidades do estado (Rio de Janeiro, Niterói, Duque de Caxias e Belford Roxo) para o Festival Nacional de Cultura Popular que vai até o dia 18 de setembro.

A iniciativa, que começou em 12 de agosto, faz parte da programação cultural do Ministério da Cultura (MinC) para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos e é realizada pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Com entrada franca e aberta ao público, o evento também inclui palestras e oficinas.

‘O objetivo do festival é, de alguma forma, dar visibilidade a essa produção cultural ligada as culturas populares’, conta Leonardo Guelman, diretor do festival. As apresentações estão ligadas a tradição, mas também contemplam novos movimentos, culturas urbanas e a apropriação que os jovens fazem dessas expressões tradicionais. É um mosaico dinâmico da cultura brasileira’, destaca.

O estado de Mato Grosso está representado neste mosaico cultural por dois grupos bastante tradicionais e representativos da cultura local. O Flor Ribeirinha leva o siriri mato-grossense para duas apresentações nos dias 15 e 16 de setembro, em Niterói e no Rio de Janeiro.

 

O grupo surgiu há mais de 20 anos em Cuiabá e foi fundado pela minha avó. É um trabalho realizado com jovens da comunidade em busca de divulgação e preservação da cultura do Mato Grosso’, conta Avinner Augusto da Silva Albino, diretor artístico da Associação Cultural Flor Ribeirinha.

Avinner explica que o siriri existe há mais de 200 anos e é uma dança que reflete o multiculturalismo brasileiro por ter, em sua origem, influencia de culturas europeias, indígenas e africanas.

‘O Flor de Ribeirinha vai apresentar espetáculo que homenageia a cultura popular de Mato Grosso, com apresentação do siriri’, diz Avinner. ‘O Rio de Janeiro é celeiro da cultura brasileira e, com as Olimpíadas, os olhos estão voltados pra lá. Para nós, é oportunidade de mostrar nossa cultura’, acrescenta.

Já os Mascarados de Poconé fazem três apresentações, nos dias 16, 17 e 18, também em Niterói e na capital. A dança dos Mascarados é considerada uma das mais antigas de Mato Grosso e ocorre desde 1915.

Sua origem está associada a miscigenação das tradições indígena, africana e europeia. A tradição presta louvor a São Benedito e a Nossa Senhora do Rosário e é apresentada apenas por um grupo de homens, metade deles vestidos de mulher. Todos utilizam máscaras, roupas de chitão estampado e chapéus enfeitados com espelhos e outros adereços. O auge da dança é a trança de fitas, presas em um arco que traz a bandeira de São Benedito. Em uma coreografia sincronizada, os dançarinos cruzam as fitas e formam uma trança colorida.

Ambas as atrações de Mato Grosso fazem suas performances em dois espaços distintos, no Centro das Artes da Universidade Federal Fluminense, em Niterói e no Centro de Tradições Nordestinas, no Rio de Janeiro.

Esta não será a primeira vez que o Flor Ribeirinha vai se apresentar na cidade por conta dos eventos esportivos. No início de agosto o grupo hipnotizou o público com uma apresentação no estande de Mato Grosso no Rio Media Center (RMC), espaço destinado a cobertura jornalística das Olimpíadas 2016. O grupo apresentou o cururu e o siriri arrancando aplausos do público presente.  

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