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Página - IPHAN discute reavaliação do modo de fazer da Viola de Cocho com artesãos

IPHAN discute reavaliação do modo de fazer da Viola de Cocho com artesãos

Efeito de Onda

Página IPHAN discute reavaliação do modo de fazer da Viola de Cocho com artesãos

  • 20/10/2021 às 15:56

Fonte: Assessoria da Prefeitura

Crédito: Assessoria da Prefeitura

Representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) participam de uma rodada de conversas com a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel/MT), Conselho Municipal de Cultura de Várzea Grande e artesãos que produzem a Viola de Cocho. Na reunião será discutida a reavaliação do modo de fazer da Viola de Cocho de Mato Grosso para a Revalidação do seu título de Patrimônio Cultural do Brasil. O Modo de Fazer Viola de Cocho foi um dos primeiros bens culturais imateriais a serem reconhecidos pelo Iphan a partir do Decreto 3.551 de agosto de 2000, o qual instituiu o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial. Nesta quarta-feira, (20), a rodada de conversas será realizada durante a Exposição AMF MT Cultura e Tradições, no Shopping Várzea Grande.

As discussões serão conduzidas pelo antropólogo Francismario Vito (IPHAN), Maria Bárbara Guimarães, coordenadora de Preservação do Patrimônio Histórico e Museológico da Secel-MT, o superintendente de Cultura de Várzea Grande, Joilson Marcos, o presidente do Conselho Municipal de Cultura de Várzea Grande, Wanderson Magalhães e demais participantes.

O Registro do modo de fazer a Viola de Cocho ocorreu em 14 de janeiro de 2005 e consta no Livro dos Saberes. A sua candidatura foi apresentada em 2003 pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP), instituição responsável pelo Inventário Nacional de Referências Culturais e proponente do Registro, sendo acompanhado de abaixo-assinados com anuência dos detentores do bem cultural no Estado de Mato Grosso.

De acordo com o IPHAN, o Modo de Fazer Viola de Cocho em Mato Grosso apresenta maior incidência em alguns municípios que fazem parte da região da Baixada Cuiabana, como: Diamantino, Nobres, Rosário Oeste, Jangada, Cuiabá, Várzea Grande, Nossa Senhora do Livramento, Santo Antônio do Leverger, Barão de Melgaço e Poconé.

Os materiais usados para a confecção da viola de cocho, esculpida em uma peça integral de madeira, incluem o fio de algodão e a tripa de animais, entre outros.

A viola de cocho é um instrumento musical singular quanto à forma e sonoridade, produzido exclusivamente de forma artesanal, com a utilização de matérias-primas existentes na região Centro-Oeste do Brasil. Sua produção é realizada por mestres cururueiros, tanto para uso próprio como para atender à demanda do mercado local, constituída por cururueiros e mestres da dança do siriri. Em 2005 o Modo de Fazer a Viola de Cocho foi registrado no Livro dos Saberes

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