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Página - Florada dos Ipês se torna cartão postal no Paço Couto Magalhães

Florada dos Ipês se torna cartão postal no Paço Couto Magalhães

Efeito de Onda

Página Florada dos Ipês se torna cartão postal no Paço Couto Magalhães

  • 21/06/2022 às 15:37

Fonte: Assessoria da Prefeitura

Crédito: Assessoria da Prefeitura

Começou mais um espetáculo – silencioso – da natureza: a temporada de floração dos ipês, árvore típica do bioma do Cerrado. A paisagem está mais bonita e servindo de cenário para fotos que registram um momento único de cada árvore, nessa época. A floração é um espetáculo único por temporada, para cada árvore.

Várias espécies circundam o Paço Municipal Couto Magalhães, sede do Poder Executivo municipal. A semana foi aberta com a florada antecipada dos ipês rosas, trazendo cor, beleza e alegria para os dias que começam a ser marcados pela estiagem e pelo ‘acinzentado’ das queimadas urbanas. O Paço Municipal é o mais novo cartão postal da cidade de Várzea Grande.

Como explica a bióloga Cintia Serrano, da coordenadoria de Gestão de Meio Ambiente, da secretaria municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, o clima influencia bastante na maturação das árvores e podem determinar a floração de forma mais antecipada, como é o caso da florada dos ipês rosas. A temporada começa em junho e vai até setembro, escalonando a floração das espécies, o branco, o rosa, o roxo e o amarelo.

“A floração pode ser antecipada, observada em momentos diferentes. Em Cuiabá, por exemplo, já vemos a floração do ipê branco que na literatura deveria ser o último a florir, no entanto, está em pleno desenvolvimento. O marco temporal é de junho a setembro, mas podem ocorrer antecipações, como estamos observando já aqui no Paço Municipal, com o ipê rosa”. O clima é determinante para as espécies.

O ipê branco deveria ser o último a florir. Na linha de tempo dos ipês, por exemplo - considerando espécies e regiões onde as árvores estão – o período de floração, em tese, abre com a floração do ipê roxo entre junho e julho. No final de julho a agosto é a vez da floração do amarelo, podendo se estender até setembro. O rosa floresce do final de agosto a setembro e fechando a temporada, setembro, é a vez do branco.

O maior ipê do Paço Municipal cobriu parte do gramado, atrás do prédio principal. Apenas o ipê rosa floriu, mas já é o suficiente para formar um lindo tapete rosado sobre as calçadas e o gramado que margeiam a sede da prefeitura, encantando servidores, visitantes e contribuintes. No Paço existem outros, mas apenas o rosa está em floração.

Como destaca o secretário de Meio Ambiente, Célio Santos, os ipês são nativos do bioma e se tornaram quase que uma marca da Baixada Cuiabana. “Entre as mudas que ofertamos à população, dentro do projeto municipal ‘Várzea Grande Sempre Verde’, no rol de espécies nativas, os ipês são preferência da população, bastante demandadas e muito queridas. A floração realmente encanta, marca a temporada de forma única, trazendo cor e beleza para nossas ruas e avenidas”.

CENÁRIO PERFEITO - Os ipês de Várzea Grande podem ser vistos e fotografados não apenas no Paço Municipal, como no Parque Ecológico Tanque do Fancho, no Parque Flor do Ipê e no Parque Bernardo Berneck, promovendo um imenso festival de cores que pode ser visto de perto, de longe, apreciado e fotografado de vários pontos da cidade.

As árvores podem ser contempladas em bairros, como também, às margens do rio Cuiabá, nas Avenidas Arthur Bernardes e na Júlio Campos, próximo ao Trevo do Lagarto.

A exuberância dessas árvores pode ser registrada apenas uma vez por ano e dura no máximo 15 dias. As árvores embelezam ainda mais os pontos turísticos de Várzea Grande nesta época do ano, como a Rota do Peixe, colorindo em especial a praça central do distrito de Passagem da Conceição e a principal rua do distrito de Bonsucesso.

No Parque Ecológico Tanque do Fancho, os ipês são árvores nativas e dão cor à reserva localizada no coração de Várzea Grande. No Parque Flor do Ipê, as árvores estão por todo o canto e dão nome ao local. As trilhas de caminhadas passam a ser muito mais agradáveis, sendo um atrativo a mais aos adeptos de caminhadas e praticantes de esporte, nessa época do ano, com o novo cenário desenhado e colorido pelos ipês.

NATUREZA - As árvores de ipês são consideradas de grande porte e entre os meses de julho e setembro perdem todas as folhas e ficam cobertas pelas flores. O ipê é uma árvore do gênero Tabebuia (antes Tecoma), pertencente à família das bignoniáceas, podendo ser encontrada em seu estado nativo por todo o Brasil. Há muitos séculos, o ipê - também chamado de pau-d’arco, no Norte - vem sendo apreciado tanto pela excelente qualidade de sua madeira, quanto por seus efeitos ornamentais, decorativos, e até medicinais.

A árvore do ipê é alta, bem copada e, no período da floração, apresenta uma peculiaridade: fica totalmente desprovida de folhas. Na temporada as folhas dão lugar às flores que estampam belas manchas coloridas nas paisagens do País. O ipê floresce de julho a setembro e frutifica em setembro e outubro. Sua madeira é bela, de cor castanho-oliva ou castanho-avermelhada, e com veios resinosos mais escuros.

A casca, a entrecasca e a folha do ipê possuem propriedades medicinais, sendo utilizadas no tratamento de amidalites, estomatites, infecções renais, dermatites, varizes e certas doenças dos olhos. Elas são consideradas também como antidiarréicas, anti-inflamatórias, anti-infecciosas, antitumorais, febrífugas e cicatrizantes.

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