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Página - Estado pretende reativar Porto em Cáceres para importar produtos

Estado pretende reativar Porto em Cáceres para importar produtos

Efeito de Onda

Página Estado pretende reativar Porto em Cáceres para importar produtos

  • 08/11/2016 às 10:53

Fonte: VG noticias

Crédito: Assessoria da prefeitura de Cáceres

Com o objetivo de conhecer os portos e empresas da América do Sul interessadas em importar produtos de Mato Grosso por meio de uma rota hidroviária, o vice-governador, Carlos Fávaro, integrou um grupo que esteve na Argentina, ente os dias 03 e 05 de novembro. A intenção é colocar em prática a relação comercial de Mato Grosso com o país por meio da construção da Zona de Processamento de Exportações (ZPE), em Cáceres (235 km de Cuiabá), e a reativação do Porto, no mesmo município, que está paralisado há cerca de seis anos. A expectativa é facilitar a exportação de grãos, produtos têxteis, de base florestal, entre outros.

“O Governo deve tomar medidas que incentivem a navegação por meio do rio Paraguai-Paraná como forma de ganho de competitividade e integração da América do Sul com a Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. Já estamos conversando com os secretários de Desenvolvimento Econômico e de Fazenda visando medidas no intuito de apoiar a navegação em Mato Grosso", afirma Fávaro.

O vice-governador do Estado ressalta ainda que incentivar o uso das hidrovias é fundamental, pois é uma alternativa mais econômica e menos poluente que o modelo rodoviário. “É um transporte que o mundo todo utiliza. Uma dádiva divina que Mato Grosso tem, um rio navegável, uma oportunidade que não devemos abrir mão, além de ser economicamente mais viável, mais eficiente e que gera menos emissão de CO² e, certamente, contribui para a sustentabilidade."

O presidente da Associação Pró-Hidrovia Paraguai - Paraná (APH), Vanderlei Reck Júnior, destaca a capacidade de uma barcaça, com aproximadamente 200 caminhões que seriam retirados da estrada. “Seriam 200 motores a menos poluindo, quantas vidas também seriam salvas nas estradas?”, questiona.

O presidente avalia como muito importante a visita feita à Argentina. Por ser o final da navegação do rio Paraguai-Paraná, existe tanto a opção de comercializar com as indústrias de lá, como de fazer o transbordo para o resto do mundo. Reck ressalta também o papel social desta hidrovia, pois no caminho de volta as embarcações poderão transportar trigo – produto base da alimentação do país – e outros insumos agrícolas para abastecer o Brasil.

Segundo o vice-governador, além de estreitar as relações comerciais do Estado, esta agenda internacional complementa a Caravana da Integração, realizada por membros do Governo, com a participação de entidades de classe, em abril deste ano. A caravana possibilitou percorrer a Bolívia, e os portos do Chile e Peru, considerada a nova saída pelo Pacífico para a produção agropecuária de Mato Grosso.

Carlos Fávaro frisa ainda como um grande avanço a contratação da empresa para a construção das edificações da ZPE de Cáceres, que tira definitivamente do papel as medidas para a integração comercial da América do sul, aguardada há mais de duas décadas. A obra será feita por meio de uma cooperação entre as Secretarias de Estado das Cidades (Secid-MT) e de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT).

Pela posição estratégica, a Zona de Processamento deve ligar a outros centros produtores e exportadores, com o principal objetivo promover o desenvolvimento econômico, com a criação de empregos e atração de investimentos. As obras iniciais da ZPE têm valor previsto de R$ 17 milhões, com recursos da Sedec-MT.

Conforme o vice-governador, o início das atividades no Porto de Cáceres deve trazer desenvolvimento principalmente para os municípios da região Sudoeste (Cáceres, Mirassol D’Oeste, Glória D’Oeste, Araputanga, Pontes e Lacerda e Comodoro, entre outros) e Oeste de Mato Grosso (Tangará da Serra, Campo Novo, Sapezal, e Campos de Júlio, entre outros).

Com uma área total de 239,68 hectares, a ZPE de Cáceres será dividida em cinco módulos, espaço que poderá abrigar até 230 indústrias. A escolha de Cáceres para a construção da zona aduaneira deve-se à localização estratégica, que possibilita o transporte dos produtos via Rio Paraguai-Paraná e Oceano Pacífico, localizado a 1.700 km de distância do município.

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