Página - Dia Mundial do Meio Ambiente é marcado com Coleta Ecológica de pilhas e eletrônicos
Dia Mundial do Meio Ambiente é marcado com Coleta Ecológica de pilhas e eletrônicos
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Página Dia Mundial do Meio Ambiente é marcado com Coleta Ecológica de pilhas e eletrônicos
Crédito: Assessoria da Prefeitura
A Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente (SEAGRIMA) de São José do Rio Claro, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Cultura (SEDEC) e a Cooperativa Mutuense de Trabalho (COOMUSERV), promoveu nesta quarta-feira (05) a primeira campanha Coleta Ecológica, em São José do Rio Claro. A proposta objetiva a conscientização do descarte adequado de resíduos eletrônicos e seus componentes, de modo a elucidar o Dia Mundial do Meio Ambiente.
Para tanto, houve uma gincana cultural dividida em duas categorias: uma específica aos estudantes e a outra aberta à comunidade. Ainda nas primeiras horas, os lotes com os resíduos chegaram das escolas. A população participou efetivamente, entregando 88,4 quilos, ou seja 18,31%, de aparelhos eletroeletrônicos diversos das linhas verde e marrom, das quais se incluem, entre outros, TVs, DVDs, notebooks, celulares, câmeras e impressoras. Posteriormente, todo o material será conduzido ao posto de separação residual da Cooperativa, em Nova Mutum.
Foram coletados 482,6 quilos de resíduos, sendo 59,6 kg de pilhas e baterias e outros 334,6 kg de materiais eletrônicos durante as oito horas em que os cooperados e servidores estiveram acampados na área externa da Secretaria de Educação.
Moradora do Jardim Olinda, na zona sul da cidade, a estudante do 6° ano, Mariana Oliveira de Lara (11), não perdeu tempo e, assim que retornou da escola no início da tarde, correu para levar um aparelho de DVD que estava encostado há bastante tempo.
“A gente não usava mais o aparelho e não sabíamos o que fazer com ele, já que não poderíamos jogar no lixo comum. Acho importante jogar em um lugar específico para não poluir o meio ambiente”, justifica.
Destaque em volume para a EM José Cesário de Castilho, que apresentou 33 quilos de pilhas e baterias, o que corresponde a 55,37% do total. A instituição entregou outros 143,8 quilos de materiais eletrônicos (42,97%), alcançando a liderança da gincana cultural e premiada pelo empenho coletivo com uma bicicleta aro 29.
Além da José Cesário, as escolas que mais arrecadaram pilhas e baterias, por ordem quantitativa, foram: EM João Trevisan, com 9,2 Kg (15,43%), EE Anísio José Moreira, com 9 Kg (15,10%), EM Pedro Coelho Portilho, com 5,2 Kg (8,72%) e EE Santana D’Água Limpa, com 3,2 Kg (5,36%). Já em relação aos materiais eletrônicos, a EE Anísio se sobressaiu, com 155,2 Kg (46,38%) e a única instituição privada, Escola Luterana Siegfried Buss, coletou 35,6 Kg (10,64%).
Por meio de sorteio, essas também foram presenteadas. A EM João Trevisan levou uma bicicleta aro 26, a EM Pedro Coelho Portilho recebeu uma impressora, a EE Anísio José Moreira - sanduicheira, o Centro de Educação Infantil (CEI) Pequeno Príncipe – garrafa térmica para água e o Núcleo de Educação Infantil (NEI) Criança Esperança – uma garrafa térmica de café.
Para o diretor financeiro e secretário da Coomuserv, Antônio Marcos Bernardo, a avaliação concernente à Campanha de Coleta Ecológica é positiva.
“Essa é a primeira vez e vejo como um momento feliz essa atitude, haja vista que temos que implantar uma educação dentro dessa questão cultural o intuito de fazer a devolução desse material. Agora, temos que trabalhar unidos para as próximas parcerias e manifestações que atraiam a comunidade”, destaca.
De acordo com a gestora da SEDEC, Maria do Socorro de Oliveira, o envolvimento das equipes escolares com a pauta metodológica abrangeu o envolvimento familiar almejado.
“Todo o processo político de conscientização acontece aos poucos e se conseguirmos fomentar nas cabeças das nossas crianças que esse resíduo tem uma finalidade a devolutiva será mais eficaz, pois eles trabalharão de uma maneira diferente dentro de casa”, explica.
Segundo o engenheiro agrônomo, Marco Aurélio Ferreira Leite, idealizador da campanha, a destinação inadequada pode causar transtornos ambientais irreparáveis. Portanto, acredita que a educação ambiental precoce, desde a infância, possa despertar o compromisso da conscientização.
“Se jogar no lixão esse tipo de material, pilha, bateria, entre outros que contenham metal pesado, pode haver a contaminação do solo, chegar ao lençol freático e, por consequência, causar danos à saúde. Entendo que a conscientização começa com as crianças, desde a educação infantil, pois elas são as verdadeiras transmissoras do conhecimento aos adultos e transformadores de realidades”, justifica.
Ao endossar as palavras, o gestor da pasta, Milton Scherwinski, argumenta que a ação deva ocorrer paulatinamente, conforme a demanda.
“A separação dos resíduos deveria ser um hábito entre os moradores. No entanto, entendemos que ainda há muito trabalho a se fazer, com políticas públicas apropriadas até que haja, de fato, a conscientização ambiental e social. Da nossa parte, faremos o que estiver em nosso alcance para promover planos que possam conter a degradação ambiental e, assim, compartilharmos melhorias para o desenvolvimento municipal”, ressalta.
O chefe do Executivo Municipal, Valdomiro Lachovicz, acredita que a conscientização ambiental deva ser amplamente debatida, com ações que favoreçam a sociedade.
“Estamos em uma cidade ambientalmente privilegiada; portanto, temos a obrigação de preservar aquilo que é nosso e que será entregue aos nossos herdeiros futuramente”, finaliza.
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