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Página - Dez insetos “barbeiros” positivos para chagas foram encontrados na cidade

Dez insetos “barbeiros” positivos para chagas foram encontrados na cidade

Efeito de Onda

Página Dez insetos “barbeiros” positivos para chagas foram encontrados na cidade

  • 22/10/2024 às 15:45
  • - Atualizado há 2 anos

Fonte: Prefeitura Municipal de Barra do Garças

Crédito: Divulgação

De janeiro a outubro de 2024, a Secretaria Municipal de Saúde de Barra do Garças recebeu 52 barbeiros, dos quais dez insetos testaram positivo para o protozoário causador da doença de chagas. Os triatomíneos, insetos conhecidos popularmente como barbeiro, são os responsáveis pela transmissão do Trypanosoma cruzi, um microorganismo capaz de causar sérias complicações digestivas e cardíacas, podendo ser fatal se a doença não for tratada devidamente.

Dos barbeiros que testaram positivo, quatro foram encontrados no bairro BNH, dois no Pitaluga e dois no Santo Antônio. No bairro Monte Sinai e no Jardim Araguaia foram encontrados um inseto em cada.

Entre os insetos identificados como barbeiro, nove testaram negativo para chagas e os demais estavam mortos, impossibilitando a realização do exame para detectar o protozoário.

Mais ativo à noite, o barbeiro vive em áreas rurais e urbanas, podendo se alojar em telhados, buracos nas paredes das residências, ninhos de aves, galinheiros e galpões.

O protozoário causador da doença é encontrado nas fezes do barbeiro e a contaminação de seres humanos comumente acontece quando o inseto pica a vítima. Ao perfurar a pele da pessoa, o inseto deposita as fezes próximo à picada. A vítima coça a região afetada e o protozoário invade a corrente sanguínea, causando a infecção. Outra forma de transmissão da doença é por meio da ingestão de alimentos contaminados.

Não mate o barbeiro

Segundo o coordenador da Vigilância Municipal de Zoonoses, Luiz Augusto Gomes da Silva, a população deve saber que, ao ver um barbeiro, não é recomendado matá-lo.

“O ideal é fazer a captura do inseto e levar nos pontos de coleta. O que transmite a doença são as fezes do inseto. Se a pessoa esmaga o barbeiro com um chinelo, o local vai ficar contaminado, levando ao risco de infecção”, explica.

Ele destaca que a pessoa deve usar luvas ou calçar as mãos com sacolas plásticas para capturar o animal. Após isso, deve-se colocar o inseto em um recipiente ventilado, como um pote com furos, e levá-lo até um ponto de coleta.

“O barbeiro deve estar vivo para que o município faça a biópsia e identifique se ele tem ou não o agente infeccioso”, afirma Luiz Augusto. Ele explica que o registro é fundamental para que se tome medidas preventivas de controle da proliferação da doença.

Os pontos de coleta de barbeiros são todas as unidades básicas de saúde (UBS) e a Vigilância Ambiental, localizada no Centro de Referência Regional de Especialidades em Saúde (CRRES), antigo Cecap.

Como são muitas as variações do triatomíneo, com pequenas diferenças no corpo do animal, a população deve ficar alerta a qualquer inseto que se pareça com o barbeiro.

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