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Página - Cultivo de hortaliças em Campo Verde muda vida de migrantes maranhense

Cultivo de hortaliças em Campo Verde muda vida de migrantes maranhense

Efeito de Onda

Página Cultivo de hortaliças em Campo Verde muda vida de migrantes maranhense

  • 24/08/2017 às 14:58

Fonte: Assessoria da prefeitura

Crédito: Assessoria da prefeitura

Até 2014, Mizael Lima dos Santos, então com 21 anos, morava em Brejo, no Maranhão, onde trabalhava em panificadoras ganhando R$ 20 por dia quando encontrava serviço. A situação não era fácil nem mesmo depois de ter conseguido um emprego fixo, também em uma panificadora, onde recebia R$ 600 por mês.

Com o salário que ganhava, sonhar com uma vida melhor era quase impossível. Foi então que ele decidiu deixar o Maranhão e vir para Campo Verde, onde começou a trabalhar como diarista no cultivo de hortaliças no Assentamento Santo Antônio da Fartura.

Assim, a vida começou a mudar. E para melhor. Quatro meses depois de ter chegado a Campo Verde, Mizael trouxe os pais e os dois irmãos. Um deles acabou retornando ao Maranhão por ter deixado lá mulher e filhos.

Com a chegada da família, Mizael percebeu que era hora de mudar, de arriscar um pouco mais, de empreender. Foi então que arrendou 1,5 hectare de terra e passou a trabalhar por conta própria.

Mizael, hoje com 24 anos, planta couve, cebolinha e coentro, que vende para compradores de Cuiabá, Campo Verde e de outras cidades da região. “Nessa época do ano, de chuvas, consigo ganhar R$ 6 mil, 7 R$ mil por mês”, revela. Bem mais que a renda que tinha no Maranhão há três anos atrás. E no período da seca, segundo ele, o faturamento é maior.

Com o que ganha na pequena área cultivada, Mizael já conseguiu construir uma casa na sede do assentamento, que, segundo ele, vale em torno de R$ 50 mil. Também comprou móveis e uma moto. “Minha vida melhorou muito”, afirma. A do irmão também. Com o resultado do trabalho na produção de hortaliças ele já conseguiu comprar duas motos.

Com 44 anos, o pai de Mizael, Bernardo Mendes dos Santos, ainda não comprou motos ou construiu casa. Está usando o dinheiro que ganha na produção de hortaliças para honrar compromissos financeiros deixados no Maranhão.

Em Brejo ele trabalhava como servente de pedreiro, mas nem sempre tinha serviço. Por dia, recebia R$ 30. A renda, segundo ele, só era suficiente para alimentar a família. Sem outra saída, seu Bernardo acabou caindo nas mãos de agiotas. Resultado: perdeu a casa da família.

Hoje, ele cultiva uma parte da área arrendada pelo filho e está confiante. “Graças a Deus estou conseguindo pagar as contas”, exalta. Com a “casa em dia”, seu Bernardo acredita que vai conseguir muito mais. O único problema, segundo ele, é a saudade da terra natal.

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