Página - Cultivo de hortaliças em Campo Verde muda vida de migrantes maranhense
Cultivo de hortaliças em Campo Verde muda vida de migrantes maranhense
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Página Cultivo de hortaliças em Campo Verde muda vida de migrantes maranhense
Crédito: Assessoria da prefeitura
Até 2014, Mizael Lima dos Santos, então com 21 anos, morava em Brejo, no Maranhão, onde trabalhava em panificadoras ganhando R$ 20 por dia quando encontrava serviço. A situação não era fácil nem mesmo depois de ter conseguido um emprego fixo, também em uma panificadora, onde recebia R$ 600 por mês.
Com o salário que ganhava, sonhar com uma vida melhor era quase impossível. Foi então que ele decidiu deixar o Maranhão e vir para Campo Verde, onde começou a trabalhar como diarista no cultivo de hortaliças no Assentamento Santo Antônio da Fartura.
Assim, a vida começou a mudar. E para melhor. Quatro meses depois de ter chegado a Campo Verde, Mizael trouxe os pais e os dois irmãos. Um deles acabou retornando ao Maranhão por ter deixado lá mulher e filhos.
Com a chegada da família, Mizael percebeu que era hora de mudar, de arriscar um pouco mais, de empreender. Foi então que arrendou 1,5 hectare de terra e passou a trabalhar por conta própria.
Mizael, hoje com 24 anos, planta couve, cebolinha e coentro, que vende para compradores de Cuiabá, Campo Verde e de outras cidades da região. “Nessa época do ano, de chuvas, consigo ganhar R$ 6 mil, 7 R$ mil por mês”, revela. Bem mais que a renda que tinha no Maranhão há três anos atrás. E no período da seca, segundo ele, o faturamento é maior.
Com o que ganha na pequena área cultivada, Mizael já conseguiu construir uma casa na sede do assentamento, que, segundo ele, vale em torno de R$ 50 mil. Também comprou móveis e uma moto. “Minha vida melhorou muito”, afirma. A do irmão também. Com o resultado do trabalho na produção de hortaliças ele já conseguiu comprar duas motos.
Com 44 anos, o pai de Mizael, Bernardo Mendes dos Santos, ainda não comprou motos ou construiu casa. Está usando o dinheiro que ganha na produção de hortaliças para honrar compromissos financeiros deixados no Maranhão.
Em Brejo ele trabalhava como servente de pedreiro, mas nem sempre tinha serviço. Por dia, recebia R$ 30. A renda, segundo ele, só era suficiente para alimentar a família. Sem outra saída, seu Bernardo acabou caindo nas mãos de agiotas. Resultado: perdeu a casa da família.
Hoje, ele cultiva uma parte da área arrendada pelo filho e está confiante. “Graças a Deus estou conseguindo pagar as contas”, exalta. Com a “casa em dia”, seu Bernardo acredita que vai conseguir muito mais. O único problema, segundo ele, é a saudade da terra natal.
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