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Crise derruba consumo, mas arrecadação de MT cresce por causa de commodities
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Página Crise derruba consumo, mas arrecadação de MT cresce por causa de commodities
Crédito: Arquivo Agência AMM
A arrecadação de ICMS em Mato Grosso apresentou alta de 2,6% em 2016 até o mês de agosto no comparativo com o ano passado. O resultado só foi positivo diante o incremento registrado no algodão de 26,2%, no arroz de 78%, pecuária de 5% e na soja de 29%. Por outro lado, setores como varejo, veículos e supermercado tiveram queda de 11%, 16% e 9% na arrecadação, respectivamente, visto a queda no consumo e fechamento de estabelecimentos comerciais.
A arrecadação de ICMS em 2016 no Estado somou até agosto R$ 5,600 bilhões, segundo a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz). O volume supera os R$ 5,455 bilhões do período de janeiro a agosto do ano passado levantado.
"A arrecadação do ICMS em Mato Grosso continua positiva se comparada a outros Estados que há tempos já vêm registrando queda nominal e real. Mato Grosso poderia estar melhor na média geral, porém alguns setores não vêm desempenhando de maneira positiva", pontua a Sefaz em nota ao Agro Olhar.
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O desempenho em Mato Grosso poderia ter sido pior diante a recessão econômica pela qual o Brasil passa e que vem afetando diversos setores econômicos no Estado, principalmente os segmentos de varejo, veículos e supermercados.
A queda no consumo é um dos principais fatores para o resultado nas vendas dos estabelecimentos comerciais. Somente no comércio varejista mato-grossense a retração, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 10,3% até julho. Já no comércio varejista ampliado, que inclui as vendas de veículos, a retração chega a 10,7% no ano.
De acordo com a Sefaz, a arrecadação de ICMS em 2016 no setor de veículos retraiu 16% de R$ 416,5 milhões para R$ 351,1 milhões. Já o varejo 11%, de R$ 802,1 milhões para R$ 716,5 milhões. No segmento de supermercados a queda em relação ao ano passado na arrecadação chega a 9%, de R$ 257,2 milhões para R$ 233 milhões.
Outro ponto observado para a contribuição do ICMS ter caído nos três setores é o fechamento de estabelecimentos, além das demissões.
Outro segmento a apresentar queda foi o da madeira de 21%, de US$ 34,4 milhões para R$ 27,2 milhões. A Sefaz explica quanto ao setor madeireiro que o decréscimo recebe atenção pela migração de empresas para o Simples Nacional, além da informalidade em algumas operações de vendas.
A Sefaz revela que no setor de bebidas houve um decréscimo de R$ 333,1 milhões para R$ 332,7 milhões.
Commodities salvam
Pelo balanço da arrecadação de ICMS de janeiro a agosto de 2016 no comparativo com o ano passado, commodities como algodão, soja, pecuária e arroz foram o que 'salvaram' Mato Grosso. Somente na soja, entre produção e indústria, o saldo positivo foi de 29%, de R$ 170,6 milhões para R$ 220,7 milhões, mesmo com a quebra de aproximadamente 1 milhão de toneladas na safra 2015/2016. Já o algodão 26,2%, de R$ 50,2 milhões para R$ 63,4 milhões de um ano para o outro.
No setor do arroz 78%, de R$ 88 milhões para R$ 156,4 milhões. A pecuária registrou um aumento de 5% na arrecadação, de R$ 285,2 milhões para R$ 298,7 milhões.
Transporte e atacado sobem
O setor de atacado teve um incremento de 7% na arrecadação do ICMS, de R$ 289,1 milhões para R$ 309,1 milhões, conforme a Sefaz. Transporte alta de 16% de R$ 153,1 milhões para R$ 178 milhões.
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