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Página - Comunidade de Campo Alegre de Baixo ganha Museu da Rapadura

Comunidade de Campo Alegre de Baixo ganha Museu da Rapadura

Efeito de Onda

Página Comunidade de Campo Alegre de Baixo ganha Museu da Rapadura

  • 20/12/2021 às 14:52

Fonte: Assessoria da Prefeitura

Crédito: Assessoria da Prefeitura

A comunidade rural de Campo Alegre de Baixo, situada cerca de 15 km da sede do município de Nossa Senhora do Livramento, tem um atrativo a mais para comemorar. Ela ganhou o Centro de Memória da Rapadura Salustiano Moraes. A inauguração aconteceu na última sexta-feira (17/12), e reuniu familiares do agraciado Salustiano, outras dezenas de pessoas e representantes de Poderes envolvidos na construção do Centro, como IFMT – Campus Cuiabá, e Prefeitura de Livramento, através das secretarias: de Desenvolvimento Rural e Cultura e Turismo.Os vereadores Renan Miranda, Leila Mello e Manoel Gonçalo (presidente da Mesa do Legislativo papa-banana), também prestigiaram o evento.

De acordo com as narrativas dos representantes do IFMT, o Centro de Memória é o resultado de três anos de trabalhos, iniciados com um projeto de extensão no IFMT – Campus Cuiabá Octayde Jorge da Silva em 2018/2019, sendo continuados com a colaboração de pesquisadores/docentes e alunos voluntários.

O Centro de Memória da Rapadura: preservando o saber e a memória do lugar – Campo Alegre de Baixo foi aprovado pelo edital 05-2020 da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) com o apoio da Lei Aldir Blanc. 

A construção desse espaço tem como objetivo preservar o saber/fazer da rapadura ainda muito ativo na comunidade, além de manter vivas as memórias afetivas que perpassam esse fazer e que correm o risco de e perderem no tempo. Foi pensado juntamente com os moradores da comunidade, o tipo de construção outrora prevalecente na localidade, a casa de pau-a-pique, ou casa de taipa, que consiste em um tipo de habitação construída com matéria-prima local como a madeira, a taquara, o barro e o cipó. Todo o processo de construção contou com a participação da comunidade, desde a discussão do projeto inicial até sua finalização; na coleta dos materiais construtivos nos arredores (palha, barro, madeira, entre outros.); na doação de objetos que compõem o acervo do museu; na alimentação para a equipe; enfim, a comunidade esteve sempre presente na execução do projeto.

O acervo do centro de memória consiste de artefatos e fotografias que registram o cotidiano e a memória coletiva dos seus habitantes, bem como utensílios utilizados no processo produtivo tradicional da rapadura como cocho, tacho, fornalha; produtos derivados da rapadura: melado, furrundu (doce de rapadura com mamão e cravo-da-índia) e outros doces; e artesanatos produzidos pelo bagaço da cana-de-açúcar (resíduo resultante da moagem da cana).

Segundo seus idealizadores, o Centro de Memória da Rapadura passa a ser uma forma de fomentar o turismo de experiência pautado na consciência ambiental, no sentimento de preservação da memória do saber/fazer e valorização da cultura local, além de contribuir para a manutenção dos jovens na comunidade pela ampliação das oportunidades de emprego, para geração de renda por meio da venda direta dos produtos e derivados (doces, rapadura, caldo de cana, etc.), artesanatos, já que pela comunidade transitam várias pessoas, é rota de ciclistas, que podem ali tomar seu café da manhã ou lanche da tarde.

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