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Página - Autismo é tema de conversa nas salas de espera dos postos de saúde

Autismo é tema de conversa nas salas de espera dos postos de saúde

Efeito de Onda

Página Autismo é tema de conversa nas salas de espera dos postos de saúde

  • 27/04/2023 às 14:55

Fonte: Assessoria da Prefeitura

Crédito: Assessoria da Prefeitura

Durante esta quarta-feira (26), a conscientização do autismo foi abordada durante as salas de espera dos PSFs Mario Alievi e Ernesto Doleys em Gaúcha do Norte. A campanha trabalhada é o Abril Azul e as falas foram conduzidas pela nova psicóloga da academia de saúde, Marciana Monfardini.

Com predominância no público masculino, o autismo também chamado de Transtorno do Espectro Autista (TEA), é uma condição caracterizada por comprometimento na comunicação e interação social, associado a padrões de comportamento restritivos e repetitivos. Esses comportamentos, os tipos de autismo e a importância do diagnóstico precoce foram abordados durante as conversas.

“Falar do autismo é de extrema importância devido o número crescente de crianças cada vez mais dentro do espectro, o conscientizar e levar o conhecimento para essas pessoas. Devido o comportamento, muitas vezes essa criança é tida como uma criança pirracenta, uma criança que não compreende, uma criança teimosa, e muitas vezes ela não é unicamente teimosa, ela precisa de um olhar mais clínico, ela precisa ser avaliada se realmente aquele comportamento é um comportamento de pirraça ou pode estar relacionada dentro do espectro ou de algum outro transtorno, dentro de alguma outra deficiência”, disse a psicóloga.

“Hoje falar de autismo é falar de conscientização, compreensão e empatia. Muitas vezes vemos crianças com birra na rua, em fila de lotérica, em posto de saúde, até mesmo dentro da escola e como essa criança na maioria das vezes fala e interage, passa despercebido as características do autismo. Por isso, precisamos ter um olhar de empatia, pois, nem todo comportamento agressivo dentro da interação social é realmente um mal comportamento, pode sim estar ligado a questão do autismo”, ponderou Marciana.

O diagnóstico precoce auxilia no tratamento e na evolução do paciente. “Quanto mais precocemente essa criança for avaliada, vim para o processo terapêutico, para as avaliações com neurologista ou até mesmo com psiquiatra infantil, mais cedo essa criança vai ser tratada, e vai ter, com certeza, uma qualidade de vida muito maior. E é importante lembrar que ela vai nascer autista, ela vai viver sendo autista, vai ser uma adolescente autista e vai se tornar um adulto autista, então quanto menos situações estressantes, quanto menos danos a gente deixar mais fácil vai ser a fase adulta dessa pessoa”, finalizou a psicóloga.

Saúde
Gaúcha do Norte
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