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Página - Arqueologia apresenta relatório sobre as obras do Pac Cidades Históricas

Arqueologia apresenta relatório sobre as obras do Pac Cidades Históricas

Efeito de Onda

Página Arqueologia apresenta relatório sobre as obras do Pac Cidades Históricas

  • 23/02/2018 às 10:56

Fonte: Assessoria da prefeitura

Crédito: Assessoria da prefeitura

O secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Juarez Samaniego recebeu na tarde desta quarta-feira (21), um grupo de técnicos envolvidos na realização das cinco obras que fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC Cidades Históricas. Na reunião eles alinharam uma serie de ações já previstas, para a readequações nos projetos, devido aos resultados positivos em relação a descoberta de fragmentos arqueológicos nos locais das obras.

Representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artistico Nacional (Iphan), Caixa Econômica Federal, Archaios Engenharia, Archeo Pesquisas Arqueológicas e engenheiros do município ouviram atentamente o diagnóstico relatado pelo arqueólogo do Iphan, Francisco Forte Stuchi, que explicou todo o processo de consumação dos trabalhos realizados até o momento.  De acordo com o arqueólogo o Pac Cidades Históricas aconteceu no Brasil todo, e como é um projeto muito novo, o Ministério da Cultura (MinC) elaborou os termos de referências do Programa para que não houvessem problemas com o Ministério Público.

Desde o princípio foi previsto no caderno de encargos, quatro etapas para realização dos serviços. A primeira diz respeito ao protocolo do projeto que conta com os serviços de diagnóstico, prospecção, monitoramento e resgate (se for o caso). Na segunda etapa,  quando houvesse a remoção do piso, onde fosse possível, está prevista a prospecção, ou seja, a sondagem para ver se existe no local algum tipo de vestígio ou estrutura.

“Este segundo serviço, realizado pela Archeo, teve o parecer concluído nas três praças. A empresa acompanhou e apresentou o resultado dessa prospecção. Só temos uma observação que termos que aguardar a análise do material, mas isso não impede o andamento da obra”, ressaltou Stchi.

A terceira etapa dos serviços é o monitoramento e resgate, concluído nas Praças Dr. Alberto Novis,  Senhor dos Passos e paralisado na Escadaria do Beco Alto (porque o monitoramento se faz quando a obra está andando).

Serviços - Explicando a ordem cronológica dos fatos em relação aos três patrimônios, na Praça Senhor dos Passos foi concluído o trabalho de arqueologia e não foi encontrado nenhum vestígio arqueológico, portanto, a obra segue normalmente, tanto que já foi até concretada e, deve ser a primeira a ser entregue.

Na Praça Doutor Alberto Novis, além de cerâmicas e outros fragmentos arqueológicos, também foram certificados que o piso do local, original, é de quartzo branco. A sugestão nesse caso, é fazer um painel no chão, em um espaço dimensionado para exposição. A Archeo escavou alí,  20 metros quadrados e 40 cm de profundidade. “Podemos imaginar uma Cuiabá de ruas brancas, por causa das minerações, porque conta do ouro que vinha daqui. E, acho que essa preservação histórica tem muito a ver com a Cuiabá dos 300 Anos. Por baixo desse solo está concentrado um grande patrimonio”, ressaltou a arqueóloga Suzana Hirooka, responsável pela Archeos. 

Na escadaria do Beco Alto foi identificada a pavimentação de quartzo branco. A obra está sendo acompanhada pela Archeos que passou a fazer a evidenciação dessa estrutura para fazer os registros. A sugestão para o local seria que se fizesse um restauro, que corresponde a Cuiabá do século 19, originária das antigas minerações. Uma das propostas é manter a escadaria normal e deixar uma parte em vidro para que apareça o piso original, para apreciação. Para isso, será preciso fazer uma readequação no projeto por parte da engenharia, o que levaria um pouco mais de tempo para a entrega da obra. 

Portanto, as obras da Alberto Novis e da Escadaria do Beco Alto não estão paradas por conta da arqueologia, e sim por há uma necessidade na adequação do projeto de engenharia e arquitetura, e deverá se aproveitar estas descobertas para valorizar o arqueológico.

Conforme o secretário Juarez Samaniego para realizar tudo isso será necessário fazer uma readequação completa não só no projeto mas também no seu orçamento. O que onera o valor da obra.

“Nos reunimos, aqui para chegarmos a um consenso, a partir do conhecimento deste relatório com a análise arqueológica e, sabermos de que maneira a Prefeitura em comum acordo com o Iphan e a Caixa Econômica, deverá atuar para valorizar estas descobertas, de maneira viável, e que dê destaque a este resgate histórico para nossa Capital”, pontuou Samaniego.

Ao final do encontro ficou decidido que a Arquiteta e Urbanista da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano Francielle Marca Toledo Pizza, responsável pela supervisão da Obra  e a Arqueóloga Suzana Hirooka iriam fazer uma visita “in loco” para planejamento do novo projeto de adequação desses patrimônios.

Diante dessas informações as equipes arqueológicas acreditam que a Praça da Mandioca, que está sendo acompanhada no momento, também deverá revelar boas surpresas nas escavações.

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