Página - Alunos do Centro Cultural contam a história da cidade em exposição aberta ao público
Alunos do Centro Cultural contam a história da cidade em exposição aberta ao público
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Página Alunos do Centro Cultural contam a história da cidade em exposição aberta ao público
Crédito: Matusalem Teixeira
A história de Rondonópolis com personagens marcantes e potencial agrícola é revelada na exposição dos alunos que frequentam o curso de desenho e pintura do Centro Cultural José Sobrinho. São 63 telas que resgatam o contexto cultural e o cotidiano da cidade que conquistou a emancipação político-administrativa no dia 10 de dezembro de 1953. Aberta na sexta-feira (18), a exposição permanece até o dia 20 do próximo mês.
O saguão de entrada do Centro Cultural ficou colorido com os quadros pintados pelos alunos do professor Nilson Machado. Crianças, jovens e adultos, na faixa etária de 10 a 50 anos, contaram nas telas a história de sucesso econômico da terra produtora de grãos e pluma de algodão e resgataram personalidades e casos inusitados, como o da lavadeira do União e o gingado de Maria Sete Voltas, além da arquitetura das igrejas locais.
A criatividade dos artistas vai além das fronteiras de Rondonópolis e revelam parte da cultura cuiabana e das riquezas do pantanal mato-grossense. Os alunos pintaram ainda a festa tradicional de São Benedito, pássaros que espalham cor e vida pelo céu pantaneiro e o lendário caso do ‘arranca língua do cerrado (figura folclórica das histórias de conhecimento popular de Mato Grosso)’.
Letícia Rafaela Parreira de Oliveira (12) é uma das artistas que participam da Exposição Olhares de Rondonópolis. Ela aplicou as técnicas aprendidas em duas telas que reproduzem os movimentos de uma bailarina clássica. A estudante que frequenta o curso há dois anos avalia que as aulas de desenho e pintura a ajudaram também a se desenvolver melhor na escola.
Nilson Machado explica que na primeira etapa da oficina ensinou a turma de 54 alunos a desenhar, ampliar e sombrear, além de transferir a arte para a tela. Na segunda etapa do curso o foco foi o de despertar o estilo de cada participante fazer a pintura. “Diante dessa exposição reconheço que atingimos um resultado muito positivo. Os trabalhos ficaram bons. Estou orgulhoso disso”, confessa o professor.
Maurílio Fagundes – coordenador do Centro Cultural – convida professores e diretores de escolas para incluir a visita à exposição nas atividades dos alunos, nesta reta final do ano letivo. Ele explica que os educadores interessados devem agendar a participação das escolas pelo telefone (66) 3411.5050. A exposição fica aberta ao público de segunda a sexta-feira, no período das 7 horas às 20h30.
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