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Água potável chega a aldeia de barco em Nova Ubiratã
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Página Água potável chega a aldeia de barco em Nova Ubiratã
Crédito: André Souza, G1 MT
Há uma semana, a água consumida pelos índios da aldeia Dinossauro, no município de Apiacás, a 1.055 km de Cuiabá, chega através de barco, segundo o cacique da aldeia indígena Dinossauro, Tawari Kaiabi. A medida foi adotada após um vazamento de óleo no Rio Teles Pires, na divisa com o estado do Pará no domingo (13). O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama-MT) investiga o vazamento.
A mancha de óleo foi localizada durante sobrevoo. A área onde o óleo foi detectado fica próxima à construção de uma usina hidrelétrica e de aldeias indígenas.
Os galões de água mineral foram disponibilizados pela empresa de Energia São Manoel, responsável pela construção da hidrelétrica. A medida já era prevista e faz parte de um estudo de impacto ambiental feito pela empresa.
Segundo o cacique Tawari Kaiabi a aldeia foi afetada diretamente pelo vazamento de óleo. “Não podemos mais consumir a água do rio, nem pescar para comer. Nosso modo de vida foi alterado”, disse.
Além da falta de água, o chefe da aldeia contou que a saúde dos índios foi afetada após o vazamento de óleo. “Depois do vazamento as crianças e os adolescentes estão com diarreia e nossa suspeita é que tenha sido causada pela contaminação”, disse, explicando que tenta convencer os indígenas a não consumirem a água.
De acordo com Tawari, a empresa tem disponibilizado a cada três dias, 80 galões de água mineral. A maior preocupação do cacique, no entanto, é com o prazo com que a água vai ser disponibilizada. “Eles só vão mandar durante 30 dias. E nós sabemos que o estrago não vai durar só isso”, declarou.
Mancha de óleo
De acordo com o Ibama, a mancha de óleo foi avista por equipes que faziam a fiscalização em áreas de desmatamento na região. Os sobrevoos foram feitos para saber a extensão da mancha de óleo. “Era uma mancha única e foi avistada até uns 5 km da barragem da usina”, disse César Soares, responsável pelo Núcleo de Emergência Ambientais do Ibama.
O órgão ainda investiga a origem do óleo. “Não sabemos se a mancha é proveniente da construção da usina ou se foi expelida de balsas garimpeiras da região”, afirmou Soares. A mancha, ainda segundo o Ibama, desapareceu na terça-feira (15). A Polícia Federal também deve apurar o caso.
Segundo a antropóloga Fernanda Silva, do Fórum Teles Pires, existem pelo menos 15 aldeias indígenas ao longo do rio.
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