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Página - Capacitação sobre hanseníase contempla mais de 1,7 mil servidores

Capacitação sobre hanseníase contempla mais de 1,7 mil servidores

Efeito de Onda

Página Capacitação sobre hanseníase contempla mais de 1,7 mil servidores

  • 01/10/2019 às 14:38

Fonte: Assessoria da Prefeitura

Crédito: Assessoria da Prefeitura

 A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, finalizou, nessa segunda-feira (30), o trabalho de capacitação sobre hanseníase para os servidores da Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Cultura. O evento contemplou, aproximadamente, 1.700 pessoas entre professores, diretores, merendeiras, zeladoras, administrativos e outros.
A ação foi divida em três etapas. Para a gestora de pessoas da Secretaria de Educação, Lúcia Pagliari, há uma preocupação por parte da gestão em relação à doença, para que não haja casos de hanseníase dentro das escolas. “É importante fechar esse ciclo de transmissão e, o primeiro passo, é a informação. Então agora, com todos conscientes do que é a doença, ficará mais fácil para a prevenção e, principalmente, para a identificação da doença dentro das unidades escolares. Afinal, além dos servidores, temos mais de 17 mil alunos na rede municipal”, frisa. 
De acordo com coordenadora do Centro de Hanseníase, Maria Auxiliadora Freitas de Souza, o trabalho de orientação é essencial para detectar as pessoas com a doença. “É necessário que os servidores entendam o que é a doença para identificá-la e tratá-la precocemente. Esse evento é uma solicitação antiga dos educadores e nossa equipe de combate a hanseníase está muito feliz em concluí-lo com esse sucesso de público”, explica.
Conforme dados da Secretaria de Saúde, somente em 2019, já foram identificados mais de 560 novos casos de Hanseníase. Número que mostra o bom desempenho de toda a equipe da saúde municipal.
Os índices, também, apontam que a saúde municipal de Sinop identificou e tratou de 543 novos casos em 2017 e 739 em 2018. Atualmente, estão em tratamento em torno de 700 pacientes. O exame de hanseníase é clínico, não precisa ter manchas para ser detectada, e quando essas são encontradas, realizam-se os testes térmico, tátil e doloroso.
“Nervos espessados também são um alerta para a doença e, em casos mais avançados, a pessoa para de sentir dor porque está com a imunidade muito baixa. Quando isso ocorre a pessoa, infelizmente, já tem sequelas”, esclarece Maria Auxiliadora.
Os tratamentos ofertados são os Paucibacilares, com duração de seis meses, e os Multibacilares, que é o mais diagnosticado, inclusive em crianças, e dura aproximadamente um ano. Pessoas contaminadas, em estado avançado, sem tratamento, transmitem pelo sistema respiratório enquanto falam, tossem ou espirram.
Munícipes com suspeita da doença devem procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência.

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